Mais de 500 bolseiros licenciados em Cuba devem regressar ao País sob pena de o INAGBE não conseguir garantir o seu sustento

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Um total de 522 bolseiros angolanos de várias especialidades, que terminaram neste ano académico a licenciatura em Cuba, deve regressar ao País este mês. O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) alerta que caso passe esse período, haverá complicações financeiras para manter os recém-formados em terras cubanas.

A informação foi avançada ao Novo Jornal pelo director-geral do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo, Milton da Silva Chivela, que salientou que o INAGBE, através do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), já trabalha junto da Comissão Multisectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 para que os finalistas regressem em voos humanitários antes de Setembro.

“Não pode passar o mês de Agosto porque já terminaram a formação e nós pagamos um mês adicional, que é o de Agosto, para que o estudante se prepare para regressar. Se cairmos numa situação em que eles têm de ficar depois desde mês, a situação vai complicar-se bastante em termos financeiros”, disse.

Segundo Milton da Silva Chivela, se o INAGBE não conseguir tirar de lá os bolseiros licenciados durante este mês, significa que a instituição vai assumir também os encargos dos dias que se seguirão.

“Eles vão naturalmente preencher vagas de potenciais estudantes que o governo cubano poderá disponibilizar nos seus alojamentos, mas é uma situação que a nível do INAGBE queremos evitar a todo custo”, argumentou.

De acordo com o responsável do INAGBE, já não há planificações, em termos de orçamentos, para que os bolseiros licenciados que terminaram a formação académica no mês de Julho continuem em Cuba.

O director do INAGBE avançou que, para além de Cuba, há 396 bolseiros licenciados na mesma situação, sendo 206 na Rússia e 190 em Portugal.

Quanto os outros países, prossegue o responsável, por terem um número muito reduzido de estudantes bolseiros licenciados, o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo tudo está a fazer para os fazer regressar, sem necessariamente terem de ser auxiliados por voos humanitários.

Entretanto, os 522 bolseiros angolanos que terminaram as suas licenciaturas no presente ano académico em Cuba formaram-se nos cursos de Geologia, Medicina Geral, Estomatologia, Contabilidade e Finanças, Telecomunicações, Biologia, Economia, Psicologia, Informática, Mecânica, Agronomia, Engenharia Civil, Arquitectura, Engenharia Industrial, Química, Minas, Hidráulica, Sociologia e Medicina Veterinária.

De recordar que, em 2018, o País recebeu de Cuba 133 bolseiros angolanos de várias especialidades que também terminaram as suas licenciaturas naquele território.

Fonte: NJ

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