Mais de 300 mil mulheres morrem durante a gravidez

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Em cada ano mais de 300 mil mulheres morrem durante a gravidez e o parto, cerca de 3 milhões de bebés não sobrevivem ao primeiro mês de vida e outros dois milhões e meio de bebés nascem mortos, anunciou nesta sexta-feira, em Luanda, o Fundo das Nações Unidas para a População, UNFPA.

Segundo uma nota de imprensa enviada hoje à Angop, a propósito do Dia Mundial das Parteiras, sob o tema “Parteiras, Mães e Famílias: Parceiros para a Vida”, que se assinala a 5 de Maio, a maioria poderia ter sido salvo através dos cuidados de parteiras bem treinadas enquadradas em um sistema de saúde forte.

De acordo com o documento, o UNFPA apoia firmemente a formação e o trabalho de parteiras em mais de 100 países, e que, desde 2009, tem trabalhado com parceiros para apoiar mais de 600 escolas de parteiras, formando mais de 80 mil parteiras e também fortalece as associações nacionais de obstetrícia em 75 países e ajuda a aprimorar o quadro regulatório para a prática de parteira, a fim de assegurar a prestação de contas.

“As parteiras salvam vidas, apoiam e promovem famílias saudáveis e capacitam mulheres e casais a escolherem, quando e quantas vezes ter filhos. Elas também ajudam a evitar infecções sexualmente transmissíveis e prevenir deficiências como fístula obstétrica, transmissão de VIH de mãe para filho e mutilação genital feminina”, lê-se na nota.

Neste dia, exorta todos os governos e parceiros de desenvolvimento a se unirem ao UNFPA no apoio às parteiras, para que mais mulheres sobrevivam e para que elas, suas famílias e comunidades prosperem.

O documento conclui que a prevenção das mortes e incapacidades maternas e neonatais e a capacitação das mulheres para fazerem escolhas informadas e saudáveis e exercerem os seus direitos é fundamental para atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, para que isso aconteça, precisamos expandir os programas de parteiras, promover um ambiente propício para que as parteiras atendam eficazmente as necessidades das mulheres e suas famílias.

Fonte: ANGOP/BA

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