Maioria dos cidadãos de Luanda defende Estado de Emergência

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A maioria dos respondentes (68 por cento) defende que o Estado de Emergência deve ser estendido por mais 15 dias – como aconteceu – porque a doença é grave, a situação do país pode piorar, os casos positivos de Covid-19 estão a aumentar (36 por cento) e deve evitar-se a sua propagação (34 por cento).

O maior receio da população, além da contaminação pela doença, é a falta de alimentos (18,2 por cento).
Dentro dos 32 por cento dos inquiridos que discordam da prorrogação do Estado de Emergência até 25 de Abril, 24,5 por cento defende que a extensão do período de confinamento aumenta a probabilidade de não ter o que comer.
Nesta semana, o estado de espírito dos cidadãos manifesta preocupação (52,3 por cento), ao mesmo tempo que o sentimento de calma/tranquilidade baixou para os 36,8 por cento e o de insegurança afecta 26,4 por cento dos inquiridos.
Cerca de 40 por cento dos luandenses refere, ainda, que continuam a ver muita gente na rua. No seio desta categoria, 16 por cento acredita que as saídas de casa devem-se à necessidade de adquirir alimentos e água, de continuar a trabalhar (11 por cento), deficiente acesso à informação (8 por cento), enquanto 6 por cento defende que algumas pessoas têm desvalorizado a pandemia de Covid-19.
A nível do quotidiano, verificou-se que as cinco situações mais expressivas na mudança de hábitos dos entrevistados foram a não frequência de igrejas ou espaços de culto, mais tempo passado em casa, incremento na lavagem das mãos, consumo de notícias e limpeza da casa.
A nível de consumo de media, a TV continua a registar um aumento significativo: cerca de 94 por cento dos respondentes refere ter passado o tempo a assistir mais televisão ou notícias.
A sondagem foi realizada por telefone, através de um questionário com cinco questões, junto da população residente, na província de Luanda, com 15 ou mais anos.
Em relação à amostra, foram previstas 300 entrevistas e realizadas 329. Os dados foram estratificados por município com quotas de sexo, idade e nível socioeconómico

Jornal de Angola

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