Lisboa ganha monumento em homenagem a poetisa Alda Lara

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Uma escultura de betão em homenagem a poetisa angolana Alda Lara foi inaugurada quinta-feira, em Lisboa, pelo embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca.

A obra, de autoria do arquitecto Júlio Quaresma, é um monumento virado à tecnologia e a uma nova leitura da escultura contemporânea, com recurso à luz, que potencia a visibilidade de cada componente.

Júlio Quaresma explicou que a escultura está ecológica e tecnologicamente avançada, pois a fonte de alimentação de todas as luminárias em led faz-se com recurso a uma placa solar.

De acordo com o arquitecto, a mesma é constituída por quatro elementos quadrangulares, cada um deles representando fases da vida da poetisa.

“O primeiro simboliza a partida e o regresso, o segundo a terra de infância, o terceiro que é apenas uma estrutura, simboliza o percurso cognitivo, político e literário, enquanto o quarto, gravado com as palavras “identidade” e “liberdade”,  reflete os dois elementos base do pensamento poético e da prática vivencial de Alda Lara”, referiu.

Durante a cerimónia, o embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, salientou a importância da inauguração da escultura, no Parque dos Poetas de Oerias, por ser um local de artistas que falam a língua portuguesa e que recebe visitantes de várias nacionalidades.

De acordo com o diplomata, este tipo que acontecimento demonstra que a cultura angolana está em qualquer parte do mundo.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, a inauguração da escultura demonstra as relações de amizade entre Angola e Portugal.

“A poetisa Alda Lara teve um papel muito importante na cultura angolana e está homenagem é mais do que merecida”, referiu o presidente.

Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque, nasceu em Benguela em 9 de Junho de 1930 e ali passou grande parte da sua infância, por certo a coligir sentimentos que, mais tarde, exalaria pela poesia que escreveu.

Nascida numa família abastada, foi criada no característico meio crioulo da urbe das Acácias Rubras da década de 30.

Estiveram presentes na cerimónia, diplomatas angolanos acreditados em Portugal, escritores, docentes e discentes entre outros convidados

 

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