Líderes africanos dão ao Sudão três meses para implementar reformas

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Líderes africanos reunidos no Cairo na terça-feira concordaram em conceder três meses ao conselho militar do Sudão para implementar reformas democráticas, em meio a pressões para uma transferência rápida do poder para os civis.

A decisão estende o prazo de 15 dias estabelecido pela União Africana na semana passada para o Conselho Militar de Transição do Sudão (TMC-sigla em Inglês) para entregar o poder a civis ou ser suspenso da organização. O TMC assumiu o controlo do país depois que o presidente Omar al-Bashir foi deposto em 11 de Abril.

Qualquer suspensão da participação do Sudão na UA poderia afectar os esforços da TMC para ganhar reconhecimento internacional como governantes legítimos do país durante um período interino de até dois anos, e assim atrasar qualquer ajuda ao país à braço com uma grande crise económica, segundo o portal Africanews que cita a reunião de Cairo.

O TMC tem estado sob pressão de manifestantes para entregar o poder rapidamente aos civis desde que os militares expulsaram Bashir após meses de protestos contra seus 30 anos no poder.

Falando no final de uma cimeira com a presença de vários chefes de Estado africanos, Sisi disse que a reunião concordou com a necessidade de lidar com a situação no Sudão, trabalhando para “restaurar rapidamente o sistema constitucional através de um processo democrático político liderado e gerido pelos próprios sudaneses ”.

Sisi, que detém a presidência rotativa da União Africana, disse que o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, havia informado a reunião sobre suas recentes conversações em Cartum.

“Concordamos com a necessidade de dar mais tempo às autoridades sudanesas e às partes sudanesas para implementar essas medidas”, disse Sisi na reunião.

O TMC queria um período de três a seis meses para continuar as suas discussões com os manifestantes e grupos de oposição para chegar a um acordo sobre como administrar o período de transição.

O CMT resistiu à pressão para entregar o poder aos civis, mas disse estar pronto para aceitar um governo civil de tecnocratas para administrar o país durante um período interino de até dois anos durante o qual se prepararia para uma eleição presidencial.

Mas os manifestantes dizem que a proposta deixaria o poder supremo nas mãos dos militares, exigindo que o conselho governamental fosse composto por civis com representação militar.

Fonte: Angop/LD

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