Josefa Sacko aposta na reforma agrária e na auto-suficiência alimentar

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O investimento na reforma agrária, nas mulheres e na juventude, bem como o estímulo ao comércio intra-regional de produtos agrícolas constam nas prioridades da diplomata angolana Josefa Sacko, que volta a concorrer ao cargo de comissária para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente da União Africana.

Josefa Leonel Sacko apresentou, ontem, em Luanda, as linhas essenciais da campanha ao corpo diplomático acreditado em Angola e nos países africanos, via online.Caso seja reeleita, a engenheira agrónoma promete aplicar as recomendações dos “Objectivos de Malabo”, que visam acabar com a fome e a pobreza em África até 2025, bem como na estratégia da Economia Azul.

A embaixadora sublinhou que estes programas já existem, apenas vai dar-lhes continuidade, pois os resultados ainda não são positivos. “Durante quatro anos não é possível alavancar a economia de um continente”, justificou-se.  Segundo Sacko, se há, de um lado, desafios que se colocam à agricultura, do outro, é preciso transformar as vantagens do sector num ponto fulcral para o desenvolvimento do continente. Durante a apresentação, Josefa Sacko apresentou-se como “uma verdadeira cidadã africana apaixonada pela transformação agrícola no continente e, sobretudo, pela situação dos pequenos agricultores e das mulheres, assim como do empoderamento dos jovens”.

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, que testemunhou a apresentação, considerou Josefa Sacko uma “candidata muito valiosa”, que merece ser reconduzida, para dar continuidade ao trabalho.O embaixador do Mali, Diamou Keita, reiterou o apoio do seu país à candidatura da diplomata angolana, a quem, disse, “não deverá escapar a vitória”.Diamou Keita considerou desafiantes as propostas de trabalho de Josefa Sacko, sobretudo a aposta na agricultura, pois trata-se de uma área sensível. “Devemos todos apoia-la para atingir os desafios”, apelou.

Josefa Sacko  foi eleita, em 2019, uma das 100 pessoas mais influentes na política climática. Recebeu o Prémio da Fundação Cran Montana, pelos esforços para capacitar as mulheres rurais. Em 2020, foi nomeada membro do conselho de administração daquela fundação.  Fala fluentemente português, francês, inglês, espanhol e lingala. e é detentora de boas relações com os principais parceiros de desenvolvimento, incluindo a União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento, FAO, Banco Mundial e o PAM.
Além de Angola, concorrem ao cargo de comissário para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente da União Africana a Gâmbia e Marrocos. A eleição acontece no dia 6 de Fevereiro, em Adis Abeba, durante a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do continente.

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