Jornalistas da RNA anunciam greve para o dia 29 de Julho

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De acordo com o documento, a greve será interpolada de 30 dias sendo a primeira com arranque às 00h00 do dia 29, isto é segunda-feira “comportando todas as áreas, (Estúdios Centrais, Emissoras provincias e locais), que constituem o grupo RNA”.
As principais reivindicações, assinala o documento, prendem-se com a falta de confiança aos trabalhadores por parte do actual Conselho de Administração da RNA, incumprimentos sucessivos nos acordos e uma gestão “autocrática, que não leva em conta a participação dos trabalhadores, em particular neste processo negocial iniciado em Fevereiro de 2019”.
O Ministério da Comunicação Social (MCS) apela ao diálogo entre o Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA) e o Conselho de Administração da Rádio Nacional de Angola (RNA), para chegarem a entendimento e evitarem eventual greve marcada para o dia 29 deste mês. Segundo uma nota de imprensa o MCS manifesta total empenho para continuar a exercer o seu papel conciliador entre as partes, no estrito cumprimento da lei e das suas responsabilidades orgânicas.Para tal, o MCS, enquanto órgão de tutela, orientou a RNA a criar uma comissão de reclamações, com a participação de um representante do sindicato e do Ministério da Comunicação Social, para avaliar e decidir sobre as reivindicações apresentadas. O MCS tomou conhecimento sobre a declaração de greve na RNA assinada pela Direcção do SJA, após assembleia de trabalhadores realizada hoje, na sequência de uma convocatória datada do dia 20 deste mês.
A referida declaração alega, como fundamentos da greve, uma suposta “falta de confiança dos trabalhadores com o actual Conselho de Administração da Radiodifusão Nacional de Angola”. O MCS recorda à opinião pública que, no em Maio deste ano, o Conselho de Administração da RNA chegou a um acordo com o SJA em relação ao caderno reivindicativo então apresentado com um tal de dez pontos.
Um dos pontos principais deste caderno reivindicativo era referente ao reajuste salarial, entretanto viabilizado, com grande sacrifício, pelo Estado, enquanto accionista único. A implementação deste reajusto causou algumas incongruências, compreensíveis em qualquer processo idêntico, que deram o azo a várias reclamações legítimas dos trabalhadores.
O MCS lamenta que o SJA se recuse a contribuir para a análise objectiva e séria das reclamações dos trabalhadores, preferindo radicalizar a sua posição e incitando os mesmos a uma greve completamente injustificada.

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