Jornalista condenada a um ano de prisão por violar lei de costumes

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A jornalista marroquina Hajar Raissouni, de 28 anos, julgada por “aborto ilegal” e “relações sexuais fora do casamento”, foi condenada na terça-feira a um ano de prisão por um tribunal de primeira instância de Rabat, noticiou a EFE. Detido e julgado ao mesmo tempo que Hajar Raissouni, o médico ginecologista que realizou a interrupção voluntária da gravidez foi condenado a dois anos de prisão.

A instância judicial também deliberou que o médico, de 69 anos, fica proibido de exercer a profissão por outros dois anos. O tribunal de primeira instância condenou igualmente a um ano de prisão o noivo da jornalista. O caso da jovem jornalista desencadeou um debate inédito sobre as liberdades individuais em Marrocos, o Código Penal e os direitos das mulheres naquele país. Em meados deste mês, centenas de marroquinas declararam-se “fora-da-lei”, proclamando terem já violado as “obsoletas” leis do país sobre os costumes e o aborto, num manifesto publicado por vários media marroquinos em nome das liberdades individuais.

Fonte: JA/JS

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