ISTAM forma primeiros quadros

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O Instituto Superior de Tecnologia Agro-alimentar (ISTAM) colocou no mercado de trabalho os primeiros trinta licenciados, desde a sua criação, em 2015.

Do universo desses trinta finalistas, quatro ingressaram este ano no quadro docente desta instituição de ensino universitário.

O instituto, que funcionava anteriormente em salas anexas adstritas ao Colégio Amílcar Cabral, na cidade de Malanje, conta com um edifício moderno, inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço.

O director do Instituto, Guilherme Pereira, considerou o equipamento social como sendo um grande ganho para o país, no âmbito da investigação e transformação de alimentos.

“Sabe-se que agricultura tem sido a base de desenvolvimento de muitos países e, neste sentido, a indústria acaba por ser o factor decisivo nessa cadeia”, exprimiu.

Indicou que o país está, agora, apostado no desenvolvimento da agricultura para deixar de depender cada vez menos das importações.

 

Valências profissionais 

Os estudantes formados nesse estabelecimento de ensino superior têm várias saídas profissionais, ou seja, podem trabalhar em indústrias de transformação de alimentos, nas alfandegas, nos portos, na análise de alimentos em laboratórios, entre outras áreas.

Os finalistas do curso de engenharia Agro-alimentar, para além do “know how” adquirido dos docentes, realizaram também estágios em empreendimentos vocacionados na área de transformação de alimentos.

Entre eles destaca-se as fazendas Kame, grupo Castle (Malanje), Aldeia Nova (Cuanza Sul), Tutiangol (Benguela), para além de que um dos finalistas fez o estágio em França.

Linhas de pesquisa 

O director do centro de investigação de investigação científica do ISTAM, Betencourt de Jesus Munanga, fez saber que o centro definiu, numa primeira fase, quatro grandes linhas de pesquisa.

A primeira está centrada no estudo dos produtos típicos angolanos, como é o caso da kissangua (bebida nacional confecionada de forma diferente em várias regiões do país).

A ideia, segundo o responsável, é estudar as várias componentes ligadas à produção da kissangua em várias regiões do país e caracterizar química e microbiologicamente o produto.

As restantes linhas de pesquisa estão focadas na valorização dos frutos silvestres (como os loengos e cogumelos) e nos estudos sobre nutrição e nas pesquisas sobre as diferentes cadeias de valor associados à produção, distribuição e consumo de alimentos.

Segundo o investigador, no caso da nutrição, a ideia é conhecer e organizar a informação sobre os produtos locais ou tradicionais e os seus efeitos nutritivos.

Informou que estas pesquisas poderão dar origem, no futuro, à construção de novos modelos nacionais de nutrição mais adaptados às práticas locais e aos produtos disponíveis em cada região do país.

Actualmente o ISTAM conta com 21 especialistas que desempenham ao mesmo tempo a função da docência (quatro foram recrutados entre os 30 finalistas da instituição) e apenas um investigador.

“O ideal, seria, dentro dos nossos objetivos e condições de trabalho, ter pelo menos 70 docentes e no mínimo de 10 investigadores”, aclarou Betencourt Munanga.

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