Informação foi sonegada e esteve 27 anos preso por algo que não fez

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Na última segunda-feira, Chester Hollman III, um homem de 48 anos natural de Filadélfia, foi libertado.

Desde 1993 que Chester Hollman III estava detido por um crime cometido em 1991.
A libertação surgiu após o reconhecimento por parte das autoridades de que não havia provas para o manter detido por um crime que não terá cometido.
Mas este caso de injustiça conta com mais um pequeno ‘gigante’ detalhe: a acusação já sabia na altura que não tinha provas suficientes. Além do mais, sabia de informações que nunca chegou a partilhar com o advogado de Chester Hollman III.

Da matrícula à chamada anónima

Em 1991, Tae Jung Ho estava a andar na rua com outro aluno de intercâmbio quando foram assaltados. Tae Jung Ho foi empurrado para o chão e foi baleado mortalmente. Os suspeitos fugiram num SUV Chevy Blazer branco.
Cerca de cinco minutos após o alerta, Chester Hollman III foi detido na zona, ao volante de um carro do mesmo modelo e cor, que partilhava as três primeiras letras da matrícula do veículo usado para fugir do local do crime.
Esta prova terá sido fulcral para a condenação de Chester Hollman III. No entanto, a procuradoria-geral de Filadélfia revela que os procuradores e polícias então responsáveis pelo caso optaram por sonegar informação à defesa.

Nomeadamente, o advogado de defesa de Chester Hollman III, Alan Tauber, nunca chegou a ser informado que, menos de 24 horas após o crime, as autoridades receberam na altura uma chamada anónima. Essa chamada incluía o nome do homem que estaria ao volante do carro em fuga. Além do mais, as autoridades tinham ainda provas credíveis que apontavam para três outros suspeitos – nenhum deles com aparente ligação ao homem que foi condenado a uma pena de prisão perpétua.

Citado pela CNN, após saber da decisão, Chester Hollman III admitiu que ainda estava “em choque”.
“Acho que ainda não me ‘bateu’. Foi só esta manhã que soube do que aconteceu”, contou. “Saberes que estás preso por algo que não fizeste e tentar convencer pessoas que não estás a mentir, que a tua inocência é verdadeira, é uma batalha”, disse ainda Chester Hollman III.

Para o advogado,  Alan Tauber, a última segunda-feira foi “um dia para celebrar”, com o anúncio da libertação. “Só temos pena que a mãe do Chester não tenha vivido o suficiente para ver o filho ser declarado inocente”.

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