Imagem de Angola ganha projecção com a elevação de Mbanza Kongo

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A elevação da cidade de M-banza Kongo a Património da Humanidade contribui para elevar a imagem de Angola, como um país multicultural, pluriétnico e de riquezas naturais e património cultural único, defendeu, ontem, a ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa.

Ao discursar, na abertura de uma vídeo-conferência sobre o 3º Aniversário da Elevação de Mbanza Kongo a Património da Humanidade, comemorado ontem, Adjany Costa disse que, de igual modo, “deixou evidente o que sabíamos e que precisávamos de evidências para mostrar ao mundo: temos identidade e aspectos que nos caracterizam”.

O território que hoje se de- igna como Angola, disse a governante, foi o centro do poder político do Reino do Kongo e no solo encontram-se evidências de uma cidade antiga, “que agora precisamos desenterrar para preservar, como foi o lema do projecto”. “É preciso que do Norte ao Sul, em cada casa, em cada escola, em cada centro de formação, todos saibamos e nos orgulhemos da história por detrás de Mbanza Kongo, porque ninguém valoriza o que é nosso, se não formos os primeiros a fazê-lo.

Existe ainda muito desconhecimento e esse processo tem de ser revertido”. Para a ministra da Cultura Turismo e Ambiente é preciso, também, rentabilizar esse património, não apenas do ponto de vista financeiro, mas principalmente do ponto de vista académico e cultural. “É preciso contar os feitos da sua gente a exemplo de Kimpa Vita, uma das heroínas, que foi queimada viva no dia 2 de Julho de 1706, que a elevação de Mbanza-Kongo seja também um tributo para Vita, precisamos inovar para a transformação do homem actual”.

A cidade de Mbanza Kongo foi elevada a Património Mundial a 8 de Julho de 2017, em Cracóvia, no sul da Polónia, mas antes, a 10 de Junho de 2003, tinha já sido classificada como Património Cultural Nacional. De acordo com Adjany Costa, com estas duas classificações, colocava-se no mapa mundial uma das mais ricas e conhecidas capitais do continente africano, antes e depois da colonização portuguesa.

“Estava finalmente reconhecido o contributo para a História e Antropologia mundial, duma civilização que demonstra conhecimentos de medicina, culinária, arte, desenvolvimento tecnológico da altura, ao nível das leis e da organização social, disse a governante, acrescentando que hoje, a cidade de Mbanza Kongo já é referência a nível mundial, desperta o interesse de estudiosos, pesquisadores e consta do roteiro mundial dos locais de interesse histórico e cultural.

A ministra disse que é preciso que se continue a trabalhar para que haja continuidade do projecto de investigação científica do sítio, o fomento das indústrias culturais e o estímulo do turismo cultural e religioso.

Cidadãos chamados a preservar a cidade histórica

A consciencialização dos habitantes da província do Zaire com vista a sua participação no processo de preservação e divulgação da cidade de Mbanza Kongo, enquanto Património Mundial da Humanidade, foi ontem defendida pela directora do gabinete provincial da Cultura.

Nzuzi Makiese, que falava à margem das celebrações do 3º aniversário da elevação do centro turístico daquela cidade à Património Mundial da Humanidade pela UNESCO e os 514 anos da sua fundação, afirmou ser necessário responsabilizar os cidadãos para a referida tarefa, uma vez que a região constitui uma he- rança de África e do mundo.

“O Património é de todos nós, por isso, vamos trabalhar para dar o peso que Mbanza Kongo merece, enquanto Património Mundial, mas o trabalho é de todos nós, porque Mbanza Kongo somos todos nós. Precisamos começar primeiro por nós, como munícipes da região para posteriormente passar para as outras províncias”, acrescentou.

De acordo com Nzuzi Makiese, a preservação e divulgação de Mbanza Kongo constitui um desafio de todos, porque existem muitos cidadãos da província que desconhecem o motivo que fez com que o centro histórico da cidade fosse elevado a Património Mundia

Fonte: JA/BA

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