Igreja Católica nos EUA identifica 286 religiosos por abuso de menores

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Líderes da Igreja Católica nos Estados Unidos identificaram 286 padres e outras autoridades eclesiásticas que supostamente abusaram sexualmente de menores nas últimas décadas.

No total, 15 dioceses do estado do Texas, incluindo Austin, San Antonio, Dallas e Houston, revelaram na quinta-feira os nomes dos religiosos que supostamente abusaram de crianças e adolescentes, como parte de uma campanha que começou em agosto de 2018, quando um tribunal da Pensilvânia tornou públicos os casos de 300 sacerdotes que supostamente fizeram o mesmo.

“Os bispos do Texas decidiram dar a conhecer os nomes desses padres neste momento porque é correto e justo, com o objetivo de oferecer recuperação e esperança àqueles que sofreram”, explicou o cardeal Daniel DiNardo, citado num comunicado divulgado pela Diocese de Galveston-Houston.

Enquanto isso, o reverendo Michael Olson, de Fort Worth, enviou uma carta aos seus paroquianos na qual se mostrava “profundamente envergonhado por erros passados cometidos pelos responsáveis pela liderança da Igreja que não conseguiram proteger as crianças”.

Após a publicação do relatório judicial no estado da Pensilvânia, em agosto, quase 50 dioceses nos Estados Unidos publicaram listas com nomes de mais de 1.200 padres acusados de abuso sexual de menores.

Nesse documento, o júri da Pensilvânia criticou o facto de que todos os casos identificados terem sido deixados de lado pelos líderes da Igreja, “que preferiram proteger os agressores e a instituição, acima de tudo”.

Como resultado do encobrimento, quase todos os casos eram demasiado antigos para serem julgados, já que a maioria é anterior ao ano 2000.

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos, em seguida, anunciou um plano abrangente para enfrentar a “catástrofe moral” sofrida no seio da Igreja norte-americana após o escândalo de abuso sexual infantil descoberto na Pensilvânia.

Por sua parte, o Vaticano descreveu como abusos “criminosos” os atos cometidos por padres sobre crianças descritos no relatório da Pensilvânia e considerou que “deveria haver assunção de responsabilidades”, tanto em relação aos abusadores como aos que “permitiram que estes ocorressem”.

Depois do escândalo, várias congregações católicas nos estados de Arkansas, Oklahoma, Louisiana e Nova Iorque deram a conhecer as identidades dos padres envolvidos no abuso de menores e condenaram os factos.

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