Hospital pediátrico do Sumbe sem produção de oxigénio

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O Hospital Pediátrico no município do Sumbe, província do Cuanza Sul, deixou de produzir oxigénio há sete meses, por avaria no compressor, provocada pela última inundação registada na unidade hospitalar.

O facto foi constatado na tarde de ontem, após uma visita efectuada à aquelas instalações pelo Governador provincial do Cuanza Sul, Job Castelo Capapinha.

O técnico electrónico do hospital, Cardoso Narciso Júnior, disse que a direção da instituição esta a envidar esforços para colocar um novo compressor e voltar a produzir oxigénio, tendo em conta os pacientes que devem ser assistidos com este produto.

De acordo com o técnico do hospital, a fábrica tem uma capacidade de produzir 13 mil litros por hora, e, em pleno funcionamento, não haveria necessidade de se comprar o produto no Lobito ou Luanda, criando inúmeros transtornos aos pacientes.

Para a directora do Hospital Pediátrico, Andreza Diogo, a paralisação da fábrica tem provocado alguns transtornos no funcionamento da unidade hospitalar, porque tem que se adquirir fora da província.

“Desde o ano passado que estamos com a paralisação da fábrica, por isso, já foi adquirido no exterior do país um outro compressor para que o hospital volte a produzir oxigeno.

Quanto as doenças, a directora disse que os casos de malária e doenças respiratórias lideram os internamentos, 205 casos, com um atendimento diário de 150 pacientes dia.

Referiu que o hospital tem medicamentos suficientes para assistir os doentes internados.

O Hospital Pediátrico é uma unidade sanitária de referência do II nível, tem capacidade de internamento de 173 lugares, é dotado de áreas de medicina, pediatria, banco de urgência, cirurgia, ortopedia, RX, hemoterapia, bloco operatório, farmácia e consultas externas, conta com 12 médicos e 96 enfermeiros.

Em Março de deste ano, hospital ficou inundado devido as fortes chuvas que se bateram na cidade do Sumbe e as crianças internadas foram evacuadas para o Hospital 17 de Setembro e, em Abril, regressaram para o Hospital Pediátrico, depois da retirada da água.

Fonte: Angop/LD

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