Hackers que atacaram os Jogos Olímpicos estão de volta

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O grupo de hackers que sabotou os Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro, está de volta ao ativo. Desta vez, os alvos são diversificados, desde instituições financeiras na Rússia a laboratórios de prevenção em França, Suíça ou Holanda.

Investigadores da Kaspersky Labs revelam ter encontrado documentos e vestígios de ataques de malware direcionados a instituições financeiras russas e laboratórios de prevenção de ataques químicos e biológicos em França, Suíça e Holanda. Os ataques visam recolher informações sobre as máquinas infectadas e sobre as redes destas organizações. Tudo indica que o objectivo dos hackers é reunir estes dados para preparar novas campanhas de sabotagem, uma estratégia usada também durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

«É importante que todas as empresas de investigação e de prevenção de ameaças bioquímicas na Europa reforcem a sua segurança e implementem auditorias de segurança fora dos ciclos habituais», recomenda a Kaspersky, citada pelo ArsTechnica.

O grupo responsável pelos ataques não é identificado, mas há indícios de que possa ter ligações com agências de espionagem russas. Outros estudos indicam que os atacantes dos Jogos Olímpicos possam ter estar conotados com o regime norte-coreano.

«A variedade de alvos financeiros e não-financeiros parece indicar que o mesmo malware possa estar a ser usado por vários grupos com diferentes interesses – i.e., um grupo principalmente interessado em ganhos financeiros através de ciber-roubos e outros grupos interessados em alvos para espionagem», alerta o estudo da Kaspersky Labs.

Fonte: Exame Informática / EB

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