Um grupo empresarial estrangeiro manifestou o interesse de investir 50 milhões de dólares num projecto de ecoturismo na região angolana do Okavango, informou o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional da Região Okavango (ANAGERO), Rui Lisboa.

“Vamos, por isso, articular com o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, bem como o Governo Provincial do Cuando Cubango para viabilizar o projecto que, se for implementado, será um marco importante para a actividade turística da região e terá um efeito multiplicador no que concerne à atracção de investimento”, disse o gestor.

Em entrevista à Angop, Rui Lisboa referiu que empresários nacionais e estrangeiros esperam adquirir concessões turísticas na região angolana do Projecto Okavango, que poderá tornar-se num factor preponderante na diversificação da economia por via do turismo. A região angolana do Okavango possui um grande potencial turístico, abarcando parcelas territoriais de seis províncias, nomeadamente Huambo, Huíla, Bié, Cunene, Moxico e Cuando Cubango.

Rui Lisboa afirmou que o Executivo está consciente dos constrangimentos em termos de infra-estruturas e serviços básicos que, de certa forma, condicionam o pleno aproveitamento das potencialidades turísticas da região, com implicações negativas na atracção do investimento. Para inverter o quadro, o interlocutor informou que foi criada, a par da ANAGERO, uma comissão para a infra-estruturação das áreas de interesse turístico.

A construção de Postos Fronteiriços que interligam Angola e Namíbia, na área do Bwabwata e Bico de Angola, para integrar o país no roteiro turístico transfronteiriço, melhoria das vias de acesso e instalação dos serviços de comunicação, são as primeiras acções a executar. Enquanto existirem estes constrangimentos, disse, a aposta vai passar pela atracção de investimento na região de forma faseada, direccionando-os para as áreas de grande potencial turístico com condições mínimas para a implementação de projectos.

Apontou as áreas Bico de Angola, Boa Fé e Luiana Sede ( Jamba), na parte sudeste do Parque Nacional de Luengue Luiana, que são, actualmente, as mais nobres para atracção de investimento, em função de uma grande concentração de vida selvagem, com destaque para elefantes, búfalos, leões e leopardos. Segundo o gestor, sem desprimor para outras áreas de interesse turístico do país, o Okavango representa o maior potencial turístico de Angola, devido à sua riqueza natural, cultural e histórica, que permite criar um produto turístico rico e diversificado, para além da possibilidade de integrar a região no destino turístico da Área Transfronteiriça de Conservação OKavango Zambeze (ATFC KAZA).

Vantagens

Entre as vantagens, Rui Lisboa falou das oportunidades que podem surgir para outros sectores desde as infra-estruturas, transportes, serviços, agricultura, comércio e outros com reflexo positivo para a vida das populações que residem na região. Sublinhou também o facto de Okavango não se resumir apenas no potencial turístico, mas também trazer oportunidades no domínio da agricultura e exploração mineral, de forma sustentável.

O entrevistado afirmou que todos os projectos a desenvolver na região do Okavango devem impactar positivamente na vida das comunidades, através da geração de renda, criação de emprego e incorporação das empresas da região na cadeia de fornecimento de bens e serviços para os empreendimentos turísticos e outros.

Jornal de Angola

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