Gatos pretos estão a ser recusados porque não ficam bem no Instagram

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Gatos de cor preta estarão a ser cada vez mais recusados, denunciam associações de apoio a animais britânicas. A razão não estará relacionada com quaisquer superstições, mas com o papel que as redes sociais desempenham atualmente na vida das pessoas.

A associação britânica “The Moggery”, com sede em Bristol, que acolhe e aloja animais abandonados, revelou que gatos pretos estão a ser recusados por potenciais donos por “não ficarem bem” em selfies.

A “Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals”, com sede em Southwater, que promove o bem-estar e tenta combater os maus-tratos em animais, disse à BBC que o número de gatos de cor preta que chega às suas instalações está a aumentar consideravelmente, em comparação com o número de felinos de outras cores. Em média, são precisos mais dez dias para dar uma casa a um gato preto ou preto e branco do que para realojar um gato cor de laranja, por exemplo. E se antes já era difícil, agora é ainda mais.

As causas poderiam ser várias mas Christine Bayka, que gere o “The Moggery” há 20 anos, e Rachel Saunders, do “London Cattery Manager”, dizem que a culpa é do Instagram e das “selfies”.

“Está a tornar-se cada vez mais difícil porque as pessoas vivem a vida através de selfies. Gatos pretos são menos populares porque não ficam bem em fotos”, disse Christine Bayka à BBC, acrescentando que, quando as pessoas vão à associação à procura de um gato, pedem um “de qualquer cor desde que não seja preto”. Os 40 gatos que estão na associação há mais tempo são, aliás, todos pretos, sendo que um deles está no centro há já 14 anos.

Para dar resposta à recusa de gatos pretos, que nada terá a ver com a superstição ligada aos felinos dessa cor, a associação está a oferecer, desde fevereiro, esterilização grátis aos donos que quiserem ficar com os animais.

“Gatos são muito mais do que ferramentas para ‘gostos’ em redes sociais. Vão tornar-se os melhores amigos dos donos, independentemente da cor”, considerou à BBC Rachel Saunders,

Fonte: Jornal de Notícias/BA

 

 

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