FMI trava compra de novos aviões para a TAAG

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) obrigou o Presidente da República, João Lourenço, a cancelar o despacho presidencial de 14 de Janeiro que autorizava o ministro dos Transportes, Ricardo D” Abreu, a celebrar os contratos de compra e venda de mais de 15 aviões às empresas Boeing e Bombardier para a TAAG e que aprovava o Plano de Reestruturação e Modernização da Frota da operadora nacional, apurou o Novo Jornal de fontes junto do Ministério dos Transportes e das Finanças.

O Fundo justificou o «travão» da compra dos aviões argumentando que, caso o Governo avançasse com esse processo, “a dívida pública nacional ficaria colocada numa situação de insustentabilidade”, apurou o NJ de fontes ligadas ao processo. A decisão foi tomada durante as duas semanas em que a equipa de peritos do FMI esteve no país, no cumprimento da primeira avaliação dos critérios de desempenho do Programa de Financiamento Ampliado.

Depois disso, concretamente a 9 de Abril, o Presidente da República, João Lourenço, por via do despacho presidencial n.º 52/19, determinou o cancelamento do despacho de 14 de Janeiro do ano em curso, que dava poderes ao ministro dos Transportes para celebrar contratos de compra e venda de aeronaves com as empresas Boeing e Bombardier, bem como desencadear os instrumentos para estruturar e montar a operação de financiamento para a aquisição dos aviões para a TAAG, e ainda negociar o refinanciamento de duas aeronaves Boeing 777-300-ER.

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