FMI admite aumento dos apoios a Angola

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) admite um aumento do apoio financeiro a Angola, em financiamento para ajudar o país a enfrentar os desafios colocados pela pandemia da Covid-19, declarou, em Washington, o director do Departamento de Comunicação da instituição financeira.

Gerry Rice respondia a uma pergunta da agência Bloomberg sobre a possibilidade de o FMI estar a considerar algum empréstimo de emergência a Angola, durante um “briefing” virtual realizado na quinta-feira, cujo conteúdo está disponível na página da instituição na Internet.

“Pode haver um aumento do nosso actual apoio financeiro para ajudar Angola a enfrentar os desafios colocados pela pandemia”, declarou Gerry Rice, referindo-se tanto ao Programa de Financiamento Ampliado (EFF, sigla inglesa) de 3,7 mil milhões de dólares em curso de Dezembro de 2018, quanto a uma ajuda adicional de 740 milhões solicitada pelo Governo depois de Março.

O director do Departamento de Comunicação do FMI confirmou a próxima quarta-feira, 16, como a data da reunião do Conselho Executivo da instituição consagrada à terceira revisão do EFF, um programa a favor do qual já foram desembolsados 1,5 mil milhões de dólares no fim de duas revisões.

A fonte sublinhou que caberá ao Conselho decidir sobre o valor a ser desembolsado na terceira revisão, uma avaliação para a qual não são colocadas condições adicionais: “sem condições adicionais para a terceira avaliação a ser discutida com Angola”, disse.

O responsável também afirmou que o FMI “saúda” a recente decisão do Clube de Paris de suspender o pagamento do serviço da dívida de Angola até ao final do ano, no âmbito da iniciativa DSSI, do G20, a favor das economias mais frágeis e afectadas pela crise gerada pela pandemia da Covid-19.

Gerry Rice proferiu esta declaração para responder a uma pergunta sobre o potencial da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI, sigla inglesa) viabilizar a concessão de ajuda adicional do FMI a Angola.

A 30 de Julho, o FMI adiou, para 16 de Setembro, a aprovação da terceira revisão da aplicação do EFF, com o que é esperado o quarto desembolso do programa, um montante de 250 milhões de dólares que eleva para cerca de 1,8 mil milhões o total avançado ao Governo no quadro do programa de três anos.

Essa operação coincide com notícias da solicitação de uma ajuda adicional de 740 milhões de dólares endereçada pelo Governo ao FMI, para fazer face aos efeitos do choque externo provocado pelo novo coronavírus e a queda dos preços do petróleo sobre as receitas fiscais.

Fonte: JA

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