Festival Zouk Angola encerra ao brilho dos Kassav

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Com uma fase inicial marcada pela timidez do público que se fez presente na Baia de Luanda, durante a passagem em palco do Filho do Zua, Nsoki e Yasmine, o segundo e último dia do Festival Zouk Angola terminou em ?alta? e ao ritmo da música dos Palops e das Antilhas (Banda Kassav).

Com um cardápio musical diversificado e bastante rico melodicamente, e mesmo apesar dos contratempos causados durante as trocas de intervenientes (actuações ao vivo e só com um palco disponível), a noite começou a ganhar vida com a entrada em cena dos guineenses Tabanka Djaz, que, sob a batuta de Micas Cabral, Juvenal Cabral, tirou do baú das recordações temas como “Nó Fiança”, “Bacú”, “Rusga de sete e meia”, “Esperança”, “Sub-17″, passando o testemunho para o angolano Yuri da Cunha, artista que teve a dura missão de sacudir a poeira e preparar os fãs para uma segunda parte muito emotiva, electrizante e rica.

Com Kakinhento, tema original de Robertinho, Yuri da Cunha abriu o “apetite” do público com uma volta ao seu reportório onde tirou “Kuma Kwa Kie”, zig zig”, “sabichona”, “katela njila, “jota” e “gago”, preparando o espaço para os cabo-verdianos Livity comando por Jorge Neto e assessorado por Grace Évora que, com “Rosinha”, “Louco pa bo”, “Morena”, “Felicidade”, “Sem Ninguém”, entre outras referências musicais do seu reportório, assaltou o palco por uma hora para uma actuação.

Completamente entrosados com os fãs angolanos, o grupo de Cabo Verde mostrou o que vale musicalmente e preparou os corações de jovens e idosos para um final electrizante sob a responsabilidade dos Kassav.

Oito horas depois do tiro da largada dado pelo angolano Filho do Zua, o público recebido aos gritos e palmas Os Kassav capitaneado pelo irreverente Jacob Desvarieux, sob supervisão de Jocelyne Béroard, Jean-Philippe Marthély.

A banda antilhana, que não se fez de rogado, pegou no testemunho e tratou de mostra logo na entrada para o que vinha e o que tinha na bagagem, cantando e fazendo cantar um público completamente rendido ao zouk das Antilhas.

A cada música, cada gesto e palavra dos integrantes da banda o público respondia com assobios e palmas, em sinal de agradecimento pelo momento proporcionado pelos “pais do zouk”.

“Se pa dye dye”, “Wep”, “Oule”, “Rété”, “Solei”, “Siwo”, “Caie maman”, “Oh madiana”, “Di Mwen”, “Ou Le”, “Kole Sere” e “Yélele”, Aye Pamol” , “Se Dam Boujou”, “Avewdou Dou”, “Bel Kréati”, “Mwendi Awa”, “Banzawa,  entre outros temas, fizeram as delicias dos fãs de varias idades que não arredaram o pé do local até ao último grito de até breve e um fogo de artificio para sinalizar o fim da jornada .

Uma hora depois da sua subida em palco, o grupo despediu-se com a satisfação do dever cumprido e com a promessa de regressar em breve, para em conjunto, festejarem à maneira que os angolanos sabem fazer e tão bem, de forma organizada, vibrante e contagiante.

Em dois dias de activo, o Festival Zouk Angola juntou vários nomes da música angolana e estrangeira num palco para festejar a semana do Herói Nacional.

Fonte: ANGOP/BA

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