Facebook amplia proibição de conteúdos relacionados com supremacia branca

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A rede social Facebook anunciou ontem ter decidido proibir mais publicações relacionadas com a defesa da “supremacia branca”, banindo igualmente a apologia do “nacionalismo ou separatismo brancos”, teses que promovem uma separação física entre raças.

“Já perseguíamos as teses ditas ‘supremacistas’, mas não tínhamos aplicado as mesmas medidas ao ‘nacionalismo branco’ e ao ‘separatismo branco’, porque pensávamos em conceitos mais amplos de nacionalismo ou de separatismo, como o orgulho [de ser]americano ou o separatismo basco, que são partes muito importantes da identidade das pessoas”, explicou a rede social em comunicado.

A proibição começará a ser aplicada na próxima semana, precisou a empresa tecnológica de Mark Zuckerberg.

“Mas nos últimos três meses, discussões com membros da sociedade civil e universitários que são especialistas em relações inter-raciais no mundo confirmaram que o nacionalismo e o separatismo branco não podem realmente ser separados [da noção de]supremacia branca” e de grupos que promovem o ódio”, prosseguiu o Facebook.

Esses três conceitos – supremacia, separatismo e nacionalismo – “sobrepõem-se”, disse ainda o grupo, que, em consequência, decidiu tratar da mesma forma as publicações que façam a apologia dessas três teses.

“A partir de agora, as pessoas continuarão a ter o direito de mostrar o seu orgulho na sua herança étnica, mas não toleraremos mais a apologia ou a defesa do nacionalismo branco e do separatismo branco”, sublinhou ainda o Facebook.

A rede social é regularmente criticada pela forma como faz a gestão dos seus conteúdos.

Este anúncio surge 12 dias após os atentados a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, cujo autor, que abriu fogo sobre os fiéis que ali rezavam, matando 50, transmitiu imagens do massacre em direto no Facebook.

Fonte: N. Minutos/LD

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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