Exposição de Carlos Vilar retrata símbolos africanos

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A exposição individual de pintura do artista plástico Carlos Vilar intitulada “Explosão da Dopamina de Cor” é inaugurada amanhã, às 18h30, no Instituto Camões-Centro Cultural Português, em Luanda.

A exposição, que fica patente ao público até dia 10 de Março, apresenta um conjunto de 30 obras inéditas, em acrílico sobre tela e tinta sobre papel, numa explosão de cores a justificarem o título, que escolheu. Nesta viagem, percorre temas diversificados, que vão da natureza à simbologia africana, da diversidade da paisagens à homenagem a nomes de referência das artes plásticas, como Klimt, Kandinsky, Picasso, Modigliani, que o influenciaram, passando também pelo auto-retrato.
Carlos Vilar, filho e neto de ferroviários do Caminho de Ferro de Benguela, ambos nascidos em Angola, nasceu, acidentalmente, no Bairro de Campo de Ourique em Lisboa, vem para Angola dois meses depois (1953). Estudou na Escola Industrial e Comercial Sarmento Rodrigues, onde concluiu o curso de montador electricista. Posteriormente, ingressou no Instituto Industrial do Huambo, onde fez o Curso de engenharia técnica de construção civil. A apetência pelo desenho surgiu-lhe na infância. O desenho técnico, geométrico, de máquinas e esquemático (circuitos) eram as disciplinas de eleição. Mais tarde, apurou o engenho na elaboração de projectos de arquitectura, de electricidade, de água e de saneamento.
O gosto pelas artes despertou com o contacto com um livro sobre a vida e obra de Salvador Dali, que o fascinou ao ponto de o levar a copiar uma grande parte das pinturas em desenho à mão livre. Mais tarde, em Lisboa, o contacto com figuras diversas ligadas ao mundo das artes, artistas e crítico e, muito em especial, o seu grande amigo artista plástico (entretanto falecido) Carlos Martins Pereira, Michael Biberstein (igualmente falecido) e todo o ambiente envolvente, ajudaram a consolidar a sua propensão para a arte.
Em 1977, em Luanda, desempenhou funções de técnico no Ministério da Construção e professor de desenho técnico na então Escola Industrial de Luanda (aquando da mobilização para o ensino).

Fonte: JA/BA

 

 

 

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