Ex-trabalhadores do Facebook e Google combatem “manipulação” da tecnologia

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Um grupo de especialistas tecnológicos afastados da Google e do Facebook estão por trás de uma campanha que visa pressionar as principais empresas de novos media para tornarem os seus produtos menos aditivos e manipulativos.

“Verdade sobre tecnologia” é o mote do Centro para Tecnologias Humanas, um grupo constituído por antigos funcionários do Google e do Facebook e financiado pela “Common Sense”, uma organização sem fins lucrativos, que promove o uso seguro das novas tecnologias junto de crianças.

O grupo é dirigido por Tristan Harris, antigo trabalhador da Google, e por Roger McNamee, que fez parte dos quadros do Facebook. “As empresas de tecnologia estão a desenvolver massivos testes nas nossas crianças e, até agora, ninguém os chamou à atenção”, disse James Steyer, CEO da “Common Sense”, ao “The Guardian”.

A campanha vai incluir material educativo para as famílias em que serão lembrados os riscos associados às técnicas de manipulação e de viciação mitigadas pelas principais empresas de tecnologia em todo o mundo. O grupo desenvolverá campanhas de pressão junto de decisores governamentais para reforçarem a regulamentação da atividade destas empresas.

O responsável da “Common Sense” espera contar com o apoio dos pais para esta campanha. “Quando os pais se aperceberem das forma como as empresas tecnológicas se aproveitam das nossas crianças vão-se juntar a nós, exigindo alteração na forma de atuar desta indústria”, explicou James Steyer.

Trata-se de mais uma ação dirigida por antigos funcionários a empresas de tecnologia. Em dezembro, Chamath Palihapitiya, ex-diretor executivo da rede social Facebook, admitiu sentir-se “tremendamente culpado” por ter participado na construção de uma ferramenta que está agora a “destruir a forma como a sociedade funciona”.

Durante uma palestra, na Stanford Business School, avisou: “Vocês não se apercebem, mas os vossos comportamentos estão a ser programados”.

As declarações de Palihapitiya seguiram-se às de Sean Parker, presidente fundador do Facebook, que, em novembro, criticou duramente a empresa por “explorar a vulnerabilidade da psicologia humana”, criando uma “contínua alimentação da validação social”.

TPA com JN/ SM

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