EUA autorizam venda de armas à Arábia Saudita

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O governo dos EUA autorizou hoje dois grandes contratos militares com a Arábia Saudita, num total de 1,4 mil milhões de dólares (1,24 mil milhões de euros), depois de uma viagem do presidente norte-americano a este país.

Durante a viagem de Donald Trump à Arábia Saudita foram assinados mega contratos de venda de armas, invocando a ameaça iraniana.

Na altura, Trump prometeu aos dirigentes de Riade armas e formação até um montante de 110 mil milhões de dólares.

Cerca de um terço destes mega acordos provém de contratos que já tinham sido aprovados pela presidência anterior de Barack Obama.

Os sauditas receberam a autorização da diplomacia norte-americana para um contrato de 750 milhões de dólares de formação da Força Aérea, a dar por vários subcontratantes norte-americanos.

Por outro lado, os sauditas vão comprar 26 sistemas de radares embarcados AN/TPQ-53(V), que podem detectar morteiros e baterias de mísseis, por 662 milhões de dólares.

A Lockheed Martin vai vender os sistemas e outras empresas norte-americanas fornecer a logística e formação associadas.

O Departamento de Estado já tinha autorizado a Marinha saudita a comprar pacotes de formação, por 250 milhões de dólares, à Kratos Defense e à Security Solutions, de San Diego.

Durante a deslocação de Trump a Riade, o secretário de Estado, Rex Tillerson, tinha considerado que estes contratos ajudariam a reforçar a segurança dos parceiros de Washington na região, mencionando designadamente a “nefasta influência iraniana e as ameaças ligadas ao Irão que existem em todas as fronteiras da Arábia Saudita”.

Mas a unidade dos aliados do Golfo Pérsico foi posta em questão pela rotura, ocorrida no domingo, das relações com o Qatar, decidida pela Arábia Saudita e os seus aliados.

O Qatar, que tem uma importante base aérea norte-americana, é suspeito de apoiar organizações pró iranianas.

 

Fonte: Notícias ao minuto/BA

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