Estudo indica que em cada mil raparigas 163 são mães

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Baseando-se nos resultados dos indicadores múltiplos e de saúde, do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), de 2015-2016, Luís Samacumbi disse o país detém a segunda maior taxa da África Subsariana, atrás de Moçambique onde 42 por cento das meninas tiveram filhos antes dos 18 anos.

O oficial da FNUAP ressaltou, na Roda de Conversa denominada “Reflexões sobre compromissos nacionais, regionais e internacionais sobre questões do género”, que os indicadores de gravidez na adolescência em Angola se elevam a 239 adolescentes em cada mil raparigas na zona rural. Referiu que quanto à violência, 33 por cento das mulheres dos 15 aos 49 anos já sofreram algum tipo de violência física ou sexual.
Luís Samacumbi considera preocupante os dados apresentados pelo FNUAP, o Governo e parceiros sociais, porque constam dos compromissos assumidos pelos líderes há 25 anos na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizado no Cairo, Egipto. Luís Samacumbi indicou que os estados assumiram também o compromisso de acabar com todas as formas de violência baseada no género e práticas nocivas contra mulheres e meninas, como o casamento infantil e a gravidez na adolescência. “Outro compromisso importante na CIPD, em 1994, foi envidar esforços para a redução das mortes maternas, cuja razão em Angola situa-se em 239 óbitos de mulheres a cada 100 mil nascidos vivos”.
Luís Samacumbi disse que o FNUAP reconhece que Angola tem, de acordo com as estatísticas existentes, registado avanços notáveis na promoção da igualdade e do acesso equitativo entre homens e mulheres ao processo de de-senvolvimento e no combate à discriminação e violência, com base no género. Segundo o documento do FNUAP, tais avanços estão plasmados na legislação, políticas e planos de acção enquadrados para o combate à violação dos direitos humanos das mulheres, fortalecendo as estruturas nacionais de intervenção em prol da integração social, cultural, económica e política.
O documento sublinha que, apesar dos avanços, há ainda algumas dificuldades, como cerca de 33 por cento das mulheres dos 15 aos 24 anos que não sabem ler, em comparação com 16 por cento dos homens. Lembrou que no geral, apenas 60 por cento das mulheres são alfabetizadas em comparação com 84 por cento dos homens.
A vice-governadora da Huíla para o sector Social, Político e Económico, Maria João Chipalavela, realçou a importância do evento, referindo ser um acto de oportunidade e de reflexões relacionadas com o empoderamento da mulher na construção da sociedade.
A Roda de Conversa, financiado pelo FNUAP, foi promovida pela plataforma Rede Mulher em parceria com o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) e Governo da Província da Huíla.
FNUAP em Angola está comprometido em trabalhar com as entidades governamentais e respectivos parceiros para avançar as prioridades nacionais no tocante a igualdade e equidade de género e assegurar um mundo onde toda a gravidez seja desejada; cada parto seja seguro e o potencial de cada jovem seja alcançado.

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