Espectáculos marcam Dia dos Namorados em Luanda

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Angola, como em outras partes do mundo, celebra nesta quinta-feira, o 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados, um evento aproveitado para muita gente “expor o amor”, enquanto o abandono e desilusão amorosa perseguem outros.

É bem verdade que, graças ao acesso maior às informações, sobretudo com a entrada em cena da internet, a celebração do 14 de Fevereiro ou Dia São Valentim massificou-se em Angola. Hoje é difícil encontrar casais que não se envolvam.

Mas também é verdade que o conceito de amor tem sido desvirtuado ao longo dos últimos anos. São Valentim, o patrono dos namorados, deve “estar horrorizado” com a leviandade das relações íntimas entre as pessoas.

Apesar de todo o seu simbolismo, o 14 de Fevereiro em Angola tornou-se uma data de muita pressão para os parceiros, principalmente os homens com condição financeira precária, diante da diversidade de ofertas para celebração, com custos além das suas possibilidades.

Na véspera e no mesmo dia, há um frenesim de pessoas, sobretudo do sexo masculino, à busca de algo especial para agradar a sua parceira, namorada ou casada.

O comércio “esbugalha” os olhos de “felicidade” por registar lucros, num só dia, que ultrapassam valores alcançados em meses.

Há casais, mais realistas, que aproveitam a oportunidade para redobrar os seus votos. Outros, no entanto, trocam a afeição amorosa por presentes extremamente onerosos.

A rosa vermelha, o presente comum e tradicional de um homem para a sua parceira, está cada vez mais a ser substituída por artigos de elevado valor.

Jóias, smartphone, perfumes caríssimos, até carros e casas são exemplo disto.

No entanto, com maior ou menor dificuldade; com maior ou menor paixão; com sentimentos verdadeiros ou falsos, os adeptos da celebração desta data aumentam à medida que a máquina publicitária se torna mais agressiva.

História de São Valentim

Segundo é contado, o bispo Valentim viveu no Império Romano no século III. Na época, o Império estava envolvido em muitas guerras e poucos alistavam-se como soldados.

O imperador Cláudio II pensou que as causas estivessem associadas ao facto de ninguém querer abandonar suas esposas, noivas e namoradas para se aventurar numa guerra.

O imperador decretou que o casamento fosse proibido durante as guerras, mas os apaixonados procuravam o presbítero Valentim, por ser o único no Império que continuava a celebrar casamentos.

Quando a sua prática foi descoberta, o presbítero Valentim foi preso e condenado à morte.

Durante esse período, muitas pessoas enviavam-lhe cartas e flores, contando que ainda acreditavam no amor e agradecendo pelos seus actos.

Na cadeia, apaixonou-se pela filha de um dos carcereiros, que era cega.

Diz a lenda que, antes de morrer, no dia 14 de Fevereiro de 269 d.C., Valentim revelou-se apaixonado pela filha do guarda da prisão. A moça levava refeições diariamente para os prisioneiros e foi ela quem recebeu a última carta de Valentim, que, ao se despedir, fez com que ela pudesse ver. Na carta de despedida estava assinado: “seu eterno Valentim” (frase que ainda é impressa em cartões do dia de São Valentim).

A Igreja Católica decretou o Dia de São Valentim como Dia dos Namorados ainda durante o século X, com o intuito de incentivar os casais que pretendiam seguir com o matrimónio como uma forma “legítima” de constituir uma família.

No final do século XVIII, porém, a Igreja Católica retirou esta efeméride do calendário religioso, visto que não existiam provas históricas concretas da existência de São Valentim.

A data permanece como uma celebração popular.

Fonte: Angop/LD

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