Enfermeira que sobreviveu a vírus Ébola quer voltar à Serra Leoa

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Uma enfermeira escocesa que em 2014 contraiu o vírus Ébola na Serra Leoa, onde trabalhava como voluntária no apoio às vítimas já infectadas, vai regressar a esse país pela primeira vez desde que adoeceu, disse hoje à BBC.

A profissional de saúde, Pauline Cafferkey, de 41 anos e a viver atualmente em Glasgow, quer participar numa maratona de 10 quilómetros na cidade de Makeni, no país africano, para recolher fundos para a organização humanitária Street Child, que ajuda jovens afetados pela epidemia.

Durante o programa da BBC em que participou, Pauline disse que voltar ao país onde adoeceu é “psicologicamente importante” para ela porque irá ajudá-la a ultrapassar o sofrimento por que passou nos últimos anos.
“Ali foi onde tudo começou e eu passei dois anos terríveis desde então, por isso vai ser bom regressar para que se encerre um ciclo”, disse a enfermeira, e acrescentou estar “animada” com esta viagem.

A escocesa sofreu várias recaídas, chegou a estar em estado crítico e a temer pela sua vida.

Em janeiro de 2015, teve alta do Royal Free Hospital, em Londres, depois de receber um tratamento experimental antiviral a partir do plasma sanguíneo de Will Pooley, uma outra enfermeira que já tinha superado a doença.

No entanto, foi internada mais três vezes em diferentes hospitais, em outubro de 2015 e em fevereiro e outubro de 2016, devido a complicações.

Segundo dados divulgados hoje no mesmo programa, na altura em que Pauline Cafferkey trabalhava como voluntária na Serra Leoa, a epidemia de Ébola deixou naquele país cerca de 12.000 crianças órfãs.

Fonte: NM com Lusa / EB

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