Encontro geracional em live “3 G do Semba” acontece hoje a partir das 14h30

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Um encontro de três gerações de artistas angolanos, Bonga, Paulo Flores e Yuri da Cunha, realiza-se hoje, a partir das 14h30, no Teatro São Jorge, em Lisboa, na Live no Kubico, denominada “3G do Semba”, com transmissão na TPA 1 e RTP África e nas plataformas digitais da Platineline e dos artistas.

A relação dos três intervenientes ultrapassa o universo das artes, visível nas últimas publicações nas contas das redes sociais, com momentos em estúdio e fora do mesmo. A escolha tem mexido com os aficionados da música angolana de raiz e do semba, em particular, pois são considerados guardiões deste estilo musical.

Bonga lançou o clássico “Angola 72”, que é o ano do nascimento de Paulo Flores, artista com vários duetos, o mais recente é “Njila Ia Dikanga”, com Yuri da Cunha, que por sua vez tem fortes influências de Bonga, publicamente interpretada em “Obrigado Bonga Kwenda”. Os dois companheiros do sexagenário Bonga têm provado como cantaram em “Kandengue Atrevido”, que tem um percurso com semba que vem de longe.

Bonga é o artista angolano com mais discos e músicas gravadas. Natural de Porto Kipiri foi no frenético movimento cultural do Marçal que foi moldando e construiu parte do acervo musical que carrega. Quando trocou as pistas de atletismo para uma bem-sucedida carreira musical e longe dos colegas de turma, Os Kissueias, lançou o álbum “Angola 72”, pela companhia Morabeza de músicos cabo-verdianos. Depois surgiram outros CD e, também, a consolidação do reconhecimento internacional do cantor.

Paulo Flores é um artista que identifica-se com Bonga pelas letras com uma forte carga de intervenção social que no passado incomodavam o poder político, sem relegar o amor, a festa e outras vivências do angolano. Estreou-se aos 17 anos com o LP “Kamuete Kamundana” no qual consta o tema “Cherry” a entrar em grande.

Por sua vez, Yuri da Cunha também lançou-se miúdo, mas na canção infantil e como Paulo Flores já conquistou o mais importante trofeu da música angolana, o Top dos Mais Queridos. É um showman e outra semelhança com Paulo Flores na fase inicial os seus sucessos eram essencialmente kizomba até a inversão para os ritmos mais endógenos, com colaboração dos músicos do Semba Masters, durante longo período acompanhantes de Bonga, em estúdio e palco.

As receitas das doações adquiridas durante a emissão serão revertidas a favor da Fundação Ana Carolina. O evento conta com o apoio da Telecom Angola.

Fonte: JA

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