Emblemático Cine Tropical de Luanda vai ser explorado com parceria público-privada

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O Cine Tropical, emblemático edifício colonial português construído no centro de Luanda na década de 1960, vai ser explorado através de uma parceria público-privada, com vista a dinamizar o espaço, conforme decisão do Ministério da Cultura.

De acordo com um despacho assinado pela ministra Carolina Cerqueira, com data de 15 de Novembro e ao qual a Lusa teve hoje acesso, a gestão daquele espaço público, que esteve em obras de reabilitação desde Setembro, é alvo de um contrato de cessão para fins de exploração e promoção artista e cultura do imóvel.

O contrato, refere o mesmo despacho governamental, será feito entre a tutela, através da estatal Empresa Distribuidora e Exibidora de Cinema (EDECINE), e a sociedade comercial Casa Rafaela, especializada em consultoria e realização de eventos, “visando a cessão de exploração do Cine Tropical, em Luanda, e a promoção de actividades artísticas e culturais, no âmbito das parcerias público-privadas”.

Anteriormente designado Cine Bar, Dancing Tropical, o emblemático edifício do tempo colonial português, além da projecção de filmes, tinha como actividades a realização de bailes e espectáculos de outros tipos.

Para a exibição de filmes, a sua principal actividade, a sala dispunha de cerca de 700 lugares, que variavam em função da actividade e do evento a realizar.

O Ministério da Cultura anunciou em Setembro a realização de obras de modernização naquele edifício, durante dois meses, envolvendo ainda a criação de novos espaços, o que acontece mais de dez anos depois da última intervenção.

Em declarações anteriores à Lusa, o director-geral da EDECINE, Lourenço Roque, explicou que as últimas melhorias efetuadas naquele espaço multiuso ocorreram em 2000, apresentando já alguma degradação.

Acrescentou que as obras decorrem no âmbito de uma parceria público-privada, escusando-se a avançar os custos da mesma.

Obras que são necessárias para a modernização do histórico edifício, disse, bem como para a criação de novos espaços para permitir a realização de vários eventos, nomeadamente exposições de arte e cultura, cinema, espectáculos de variedades e lançamento de obras musicais e literárias.

A intervenção previa a modernização da parte interna, preservando-se, no entanto, a essência e características histórico-cultural da parte externa.

Lourenço Roque explicou que no interior seriam reparados o palco, camarins, chão, escadas de acesso e casas de banho, salientando as intervenções a nível das redes de água, energia, esgotos, ar condicionado e teto.

A construção de rampas para o acesso de pessoas com deficiência, a criação de serviços de emergências e condições para a prestação de serviços de restauração e atendimento público constam também das obras

TPA com LUSA /SM

 

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