Embaixador Brasileiro advoga reforço da parceria empresarial

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O embaixador da República Federativa do Brasil em Angola, Paulino Franco Neto, defendeu, esta quinta-feira, em Luanda, o reforço da parceria empresarial para o fortalecimento das relações de cooperação económica entre os dois países.

Paulino Neto falava à imprensa depois de ter apresentado cumprimentos de despedida ao Presidente da República, João Lourenço, no final da sua missão diplomática de quatro anos, em Angola.

O diplomata valorizou o acordo de parceria estratégica firmado entre Angola e Brasil, em 2010.

No seu entender, esta parceria deve ser reforçada com a cooperação técnica, na área da saúde.

Para Paulino Neto, as relações económicas só crescerão com parcerias intensas entre angolanos e brasileiros, com o apoio de ambos governos e dos cidadãos dos dois Estados.

O diplomata considerou importante “mostrar aos brasileiros a nova Angola”, para que invistam e tragam riqueza, uma vez superados os constrangimentos provocados pela pandemia da Covid-19.

Admitiu a possibilidade de o Chefe Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, visitar Angola, no próximo ano, por ocasião da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Paulino Neto disse acreditar que a Cimeira venha a ser, também, uma oportunidade de se realizarem encontros  bilaterais entre delegações angolanas e brasileiras de alto nível.

Advogado de Angola

Disse que leva um maior conhecimento da realidade angolana, que permitirá avançar em muitos dos temas das relações bilaterais.

Paulino Neto vai exercer o cargo de secretário de Estado no Ministério brasileiro das Relações Exteriores, onde promete vir a ser um “grande” advogado de Angola.

Será substituído pelo actual chefe da missão diplomática no Mali, o embaixador Rafael de Melo.

Angola e o Brasil têm fortes relações políticas, económicas e diplomáticas, desde 1975.

Na altura, tiveram início os primeiros passos de uma relação política ao mais alto nível, que ganhou consistência cinco anos depois, com a assinatura do primeiro Acordo Geral de Cooperação Económica, Técnico-científica e Cultural.

O Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, alcançada a 11 de Novembro de 1975.

 

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