Ela foi torturada até a morte pelo pai e pela avó. E a família ainda recebeu US$48 milhões por isso. Entenda!

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Gizzell Ford, de Chicago (EUA), tinha apenas 8 anos quando morreu após ter sido espancada e torturada por sua avó, Helen Ford.

O abuso, que começou no ano de 2013, foi relatado de maneira explícita pela menina em um diário, que foi divulgado pelos promotores do caso. Enquanto a avó foi condenada à prisão perpétua, o juiz também determinou que 48 milhões de dólares fossem pagos pelos médicos responsáveis por exames da criança No dia 11 de julho de 2013, a menina escreveu sua última página no diário: “Eu odeio essa vida, porque agora estou com grandes problemas”.

 

O corpo de Gizzell foi encontrado no dia seguinte no lixo do apartamento de sua família em Chicago, ele estava coberto de contusões, lacerações e arranhões, de acordo com a polícia.

 

Durante o julgamento da avó, os promotores do caso apresentaram uma série de evidências do abuso, incluindo vídeos gravados com celulares que mostravam a menina atormentada e seus gritos sendo abafados quando uma meia foi colocada em sua boca.

Os promotores argumentaram que o pai da menina, Andre Ford, gravava o abuso enquanto Helen, sua mãe, o realizava. No entanto, Andre morreu de uma doença crônica antes do início do julgamento e, portanto, não cumpriu nenhuma pena. Helen, por outro lado, foi condenada por assassinato em primeiro grau.

 

“Este assassinato foi tortura”, disse a juíza do caso Evelyn Clay. “Aquela criança sofreu uma morte lenta e agonizante. Esse corpo pequeno parecia ter sido pulverizado da cabeça aos pés. Seu tratamento para com esta criança era malvado”.

Após a morte da menina, a mãe Sandra Mercado e o avô materno Juan Mercado – que não estiveram envolvidos neste ato monstruoso –, entraram com um processo na justiça contra médico Dr. Norell Rosado, que atendeu Gizzell um dia antes de sua morte. Eles alegavam que a morte poderia ter sido evitada se o pediatra tivesse reportado que as causas dos ferimentos eram de violência doméstica.

O médico, por outro lado, afirmou que não o fez porque não considerou que os ferimentos eram consistentes o suficiente para caracterizar abuso infantil. Já os advogados da família defendem que ele deveria ter questionado a criança sobre os ferimentos quando ela estivesse longe de seus abusadores.

 

O júri do caso determinou que o médico era culpado, de modo que ele foi condenado a pagar 48 milhões de dólares à família da criança.

Fonte: Jornal Ciência/BA

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