Doentes internados nos hospitais públicos são testados à Covid-19

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Os pacientes internados nos hospitais públicos do país, independentemente do diagnóstico, começaram a ser testados contra a Covid-19 na base da Biologia Molecular RT-PCR, uma medida das autoridades sanitárias para conter a propagação da doença. A informação foi avançada, ontem, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública.

Franco Mufinda declarou que, além dos pacientes internados, outros em consultas ambulatórias serão, também, testados de forma aleatória, até que se criem as melhores condições para que o processo seja feito a nível nacional.

Na habitual sessão de actualização de dados sobre a evolução da pandemia no país, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, o governante deu a conhecer, por outro lado, que, nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias fizeram a recolha de 900 amostras por RT-PCR em agentes da Polícia Nacional, sobretudo os da Ordem Pública e Bombeiros.

Neste processo, de acordo com Franco Mufinda, pretende-se atingir um número acima de 15 mil agentes da Polícia Nacional. “A estratégia actual é testar na base da Biologia Molecular”.

Segunda morte no Huambo

A província do Huambo registou a segunda morte por Covid-19. Trata-se de um ancião de 78 anos, residente no município sede, cujas comorbilidades incluem diabetes melitus do tipo 2 descompensada e com polineupatia diabética, e AVC isquémico trombótico. Assim, o país passa a contar com 144 mortes.

Ainda ontem, o secretário de Estado anunciou mais 114 novos casos positivos, o que perfaz 3.789 o número de infecções. Destes, 87 são da província de Luanda, 19 do Huambo, cinco de Cabinda, dois da Huíla e um do Cuanza-Sul. Os mesmos têm idades entre um mês e 80 anos, dos quais 84 são homens e 30 mulheres. Há ainda a destacar a recuperação de quatro pessoas, com idades entre os 37 e 81 anos, todos da província de Luanda.

Deste modo, o número de recuperados passa a 1.405. Relativamente aos 2.240 casos activos, Franco Mufinda informou que, deste número, um está em estado crítico com ventilação me-cânica invasiva, 13 graves, 44 moderados, 60 leves e 2.122 assintomáticos. Um total de 440 doentes está a ser seguido nos centros de tratamento.

Os laboratórios processaram 1.280 amostras por RT-PCR, das quais 114 positivas e 1.166 negativas, com uma taxa de positividade de 8,9 %. O total de amostras subiu para 70.195. Na quarentena institucional foram dadas 165 altas, 161 em Luanda e quatro no Zaire. A quarentena controla, até à data, 863 cidadãos e 5. 155 estão a ser vigiadas epidemiologicamente.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu 100 chamadas, todas foram pedidos de informação sobre a Covid-19. A Equipa de Saúde Mental e Intervenção Psico-Social assistiu 479 pessoas, das quais 290 utentes e 189 profissionais de saúde e 98 familiares dos utentes.

Aumento de casos

O aumento de novos casos, nos últimos dias, resulta da capacidade de testagem instalada, disse o secretário de Estado, que reconheceu haver uma ligeira alteração de sinais de sintomas dos doentes internados, destacando que 57 por cento não expressam nenhum sinal de Covid-19. Enquanto isso, continuou, 6 por cento que internam expressam febre, tosse, dificuldade ao respirar e dor de cabeça, 5% podem apresentar a perda de cheiro, 3% irritação da garganta ou dor no peito e um 1% cansaço, dores articulares, musculares, e perda de paladar e calafrio.

Luanda continua a ser o epicentro da doença no país e observa-se o aumento de casos nas províncias do Zaíre, Cabinda, Benguela e Huambo, o que chama atenção das medidas de contenção individual e colectiva.

Fonte: JA/LD

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