Documentário revela que regime do apartheid permitiu a infecção propositada da população negra com HIV-Sida na África do Sul e Moçambique

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O regime do apartheid sul-africano criou uma unidade especial para infectar as populações negras da África do Sul e de Moçambique com o vírus do HIV-Sida, revela um documentário apresentado num festival de cinema nos EUA.

Esta solução de extermínio das populações negras da África do Sul e de Moçambique é revelada num documentário intitulado “Cold Case Hammarskjold”.

De acordo com a imprensa britânica, esta unidade de carácter paramilitar actuou a mando de um conhecido extremista sul-africano Keith Maxwell, que defendia abertamente uma maioria branca na África do Sul.

Segundo relata o jornal Independent, este grupo actuava através de um esquema montado para ludibriar as populações, a quem se apresentavam como equipas médicas para dar injecções às pessoas para tratar ou prevenir doenças quando, na verdade, as estavam a infectar com o vírus do Sida.

Ainda segundo este relato, Maxwell instalou-se junto das populações negras mais pobres e menos informadas sob o pretexto do filantropismo, administrando injecções com uma solução para transmitir o HIV.

Recorde-se que a África do Sul, mas também Moçambique têm hoje das mais altas taxas de infecção por HIV do continente africano.

De sublinhar igualmente que em algumas regiões de África, as populações têm especial receio em receber e aceitar apoio externo, com destaque para as equipas sanitárias em ocorrências epidémicas, alegando comummente que estas, nomeadamente campanhas de vacinação, servem para lhes administrar doenças em vez de curas.

Esta estratégia do regime racista do apartheid sul-africano, ainda segundo o documentário, que foi recentemente apresentado no Sundance Festival Film, dos EUA,, estava facilitada pelo facto de as populações negras, durante o regime do apartheid, que vigorou dos anos de 1950 até 1994, não terem quaisquer direitos e estarem especialmente vulneráveis pelo facto de carecerem de cuidados médicos que não podiam pagar.

Foi essa extrema pobreza e fragilidade social que permitiu a Keith Maxwell e a sua unidade especial propagar o vírus com facilidade e sem perigo de perseguição judicial.

Fonte: NJ Online / EB

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