Dia da Saúde Digestiva. O que deve fazer e a que sinais deve estar atento

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Esta segunda-feira, 29 de maio, assinala-se o Dia Mundial da Saúde Digestiva. O Lifestyle ao Minuto falou com um especialista que revela o que se deve fazer para promover uma boa saúde digestiva e os sinais de que algo não está bem que nunca pode desvalorizar.

Os cancros colo-retal e do estômago estão na lista dos que mais afetam os portugueses. Neste que é o Dia Mundial da Saúde Digestiva o Lifestyle ao Minuto falou com um especialista que revela o que se deve fazer para promover uma boa saúde digestiva e os sinais de que algo não está bem que nunca pode desvalorizar.

O Dr. João Ribeiro, especialista em medicina interna e oncologia médica no IPO de Coimbra, conta que para promover uma boa saúde digestiva devemos: ter hábitos alimentares saudáveis, manter a atividade física, evitar o alcoolismo e ter cuidado com sintomas que podem indicar situações graves.

Refere que as pessoas com antecedentes familiares de doenças digestivas devem ter cuidados redobrados, quer com a alimentação, quer com os sinais de alarme de tais doenças, nomeadamente oncológicas.

Entre os principais sintomas ligados às doenças oncológicas do aparelho digestivo destaca: “perdas de sangue, alterações dos hábitos intestinais, emagrecimento sem explicação, alterações do apetite, estados nauseosos, alteração na cor da urina ou da fezes, dores.”

Apesar de perceber que “muitas pessoas desvalorizam os sintomas intestinais porque pensam que se deve a algum abuso alimentar ou à intolerância à lactose”, sublinha que as “alterações intestinais – sem febre, vómitos ou outros sintomas que geralmente traduzem as intoxicações alimentares – que durem mais de uma semana, devem ser motivo de atenção e contadas ao médico.”

Aconselhas as pessoas com história familiar de cancros digestivos a começar a fazer algum rastreio cerca de 10 anos antes da idade em que a doença afetou a pessoa mais nova da família. Ou seja, por exemplo, quem tem um membro da família que teve um cancro do intestino aos 50 anos, deve começar a fazer rastreio aos 40.

Conta que em Portugal as doenças oncológicas do aparelho baixo são as mais comuns. Ou seja, do intestino e do reto. Nos tumores digestivos menos frequentes surgem os do estômago, do fígado, do esófago ou do pâncreas.

Sendo que, conta, os do esófago estão muito associados a hábitos etílicos, de tabagismo e a algum sedentarismo. Os do pâncreas associados a alguns hábitos de tabagismo, alcoolismo e historial familiar. Os do fígado, associados quer a infeções virusais, nomeadamente a hepatite, quer ao alcoolismo, também.

Refere ainda que “os tumores do aparelho digestivo são um grupo muito heterogéneo de tumores, mas em todos eles tem havido aumentos significativos da sobrevivência.” Que “em termos de conhecimento da génese intrínseca destas doenças o conhecimento tem sido cada vez maior e a partir daí cada vez mais vão surgindo alvos terapêuticos que têm permitido aumentar a sobrevivência das pessoas e obter mais taxas de resposta, alargar digamos assim, a complementaridade que pode haver entre os vários meios terapêuticos.”

Fonte: Lifestyle ao minuto/BA

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