Dia da paz é memorável para os angolanos – Roberto de Almeida

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O nacionalista angolano Roberto de Almeida considerou, nesta sexta-feira, o 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, uma “data memorável para todos angolanos”.

Em declarações à imprensa, Roberto de Almeida recordou que foi a partir desta data que se calaram as armas, em Angola, fruto do Memorando de Entendimento assinado entre o Governo e a UNITA.

O político, que falava à margem do almoço de confraternização oferecido pelo Presidente João Lourenço, avançou que o memorando deu início ao processo de reconciliação entre angolanos desavindos durante vários anos de guerra.

Também presente no almoço em alusão ao 4 de Abril, o chefe do Estado Maior General adjunto para a Área Operacional e Desenvolvimento das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Abreu Muengo Ukwachitembo, afirmou que “nada é pior que a guerra e nada é melhor que a paz”.

O general Geraldo Muengo Ukwachitembo, na altura chefe do Estado Maior das Forças Militares da UNITA, foi um dos subscritores do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka.

O outro subscritor foi o general Armando da Cruz Neto, então chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA).

“É verdade que a paz é um processo. Não se limita a um acto”, referiu o responsável militar, acrescentando que as FAA têm sido um “espelho” de unidade e reconciliação nacional.

Para Lopo do Nascimento, que já exerceu o cargo de primeiro-ministro, “a reconciliação faz-se reconciliando”.

A reconciliação “não é uma coisa de decreto nem de despacho, …faz-se no contacto entre as pessoas, com ideias, embora tenhamos partidos diferentes”, afirmou.

Já Jorge Valentim, antigo dirigente da UNITA, enalteceu a iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, e encorajou os angolanos a acreditarem no processo de paz e na reconciliação nacional.

O nacionalista Amadeu Amorim criticou o gesto de algumas figuras históricas convidados à cerimónia e que, por motivos injustificados, não compareceram ao acto.

“Constitui um acto de deselegância e um golpe ao processo de reconciliação nacional”, advogou.

Lucas Ngonda, líder da FNLA, disse que os angolanos devem fazer da paz e da reconciliação a sua própria história.

Angola assinala domingo (4) o Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, uma celebração resultante da assinatura, em 2002, do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka.

O documento, rubricado entre o Governo angolano e a UNITA, abriu portas para o calar das armas, a realização de eleições e a aprovação da Constituição de 2010.

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