De volta aos anos 90 com os SSP

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O grupo SSP promoveu, na tarde deste domingo, uma viagem ao passado recente do hip hop angolano, levando a legião de fãs espalhados pelo país e exterior a relembrar os anos 90.

SSP anima live no kubico (arquivo)
O show live transmitido em directo pela Televisão Pública de Angola e em várias plataformas digitais centralizou a atenção dos amantes do hip hop angolano, numa tarde solidária a favor das crianças internadas no Centro Neurocirúrgico e de Tratamento da Hidrocefalia do Kifica.

Em ritmo cadenciado e mesmo sem público no espaço, o quarteto (Big Nelo, Jeff Brawn, Paul G e Kudy), que subiu ao palco ao som da música “Reis da noite”, usou do seu vasto e rico repertório musical para proporcionar uma autêntica viagem aos “velhos” tempos em que eram os donos e senhores do rap em Angola.

Empolgados, bem entrosados no compasso da dança e com muitas estórias e cumplicidade pelo meio, o quarteto, para além de cantar, mostrou aos fãs que mesmo idade e alguns quilos a mais ainda têm no pé a ginga dos toques de dança que deixaram marcas no mercado.

Marcado pela empatia com a banda de suporte, o show baseou-se num guião “repleto” de canções de sucesso que retratam as quase três décadas de existência do grupo, onde se destacaram “Pitanga Boa”, “Olhos café”, “Playa”, “Táctica Lírica”, “Apesar da minha dor”, “Sim ou não tanto faz”.

Em pouco mais de três horas, o quarteto tirou ainda do baú de recordações “Every Womam”, com a participação especial de Heavy C, “Miúda”, “Dime porquê tu te vás”, “Quem é que me faz feliz”, “Te quiero”, entre outras referências.

Para a alegria de quem viveu os anos dourados do hip hop angolano, os quatro, bastante descontraídos, recorreram aos quatro discos publicados para brindar ainda os fãs com “Etu mwangola”, “Punidores da fofoca”, “Eu te confesso”, “Luta pelo teu amor”, “Amar sem ser amado”, “Tem cuidado”, “Sempre que o amor me quiser”.

Com apelos para o cumprimento das regras básicas de prevenção e combate à Civod-19, o grupo cantou ainda “Chama por mim”, “Canta comigo essa Keta”, fechando o dia com “Deus”.

Destinado à recolha de apoio para os mais vulneráveis, o “Live no Kubico” na TPA tem contado com a participação de artistas angolanos de referência.

Dele já participaram Paulo Flores/Bonga/Yuri da Cunha, no concerto “3 G do Semba”, Anselmo Ralph, Matias Damásio, Euclides da Lomba/Patrícia Faria e Dom Cateano/Edmásia, os últimos 4 em duetos.

Transmitidos aos sábados, na TPA 2 e TPA Internacional, e aos domingos, na TPA 1, promoveu também actuações de Ary, Gabriel Tchiema/Mito Gaspar, Calabeto/Puto Português e com os Jovens do Prenda, Tunjila Tuajokota, Socorro e Baló Januário, e das divas Patrícia Faria, Yola Semedo e Edmázia, Ndengues do Kota Duro, Sassa Tchokwe, Santos Católica, Proletário, Bessa Teixeira e o grupo Kumby Lyxya.

De igual modo, proporcionou o show com Eduardo Paim, As Gingas do Maculusso e outras referências do music hall angolano nos anos 80, e outras actuações de artistas gospel.

Para além da TPA, o “Live no Kubico” é transmitido em directo, em várias redes sociais, em parceria com a Platina Line.

TPA com Angop/LD

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