Cura do cancro é ‘possível’. Cientistas descobrem forma de travar doença

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Cientistas afirmam ter identificado o ‘calcanhar de Aquiles’ do cancro, aumentando assim a esperança de uma cura para uma das doenças que mais mata em todo o mundo (suplantada apenas pelas doenças cardiovasculares).

Nas experiências realizadas, o tamanho de tumores agressivos em ratos diminuiu significativamente -, deixando os tecidos novamente saudáveis.

Tal foi alcançado através do bloqueio de proteínas denominadas de ‘poros nucleares complexos’, vias que regulam a circulação de substâncias de dentro para fora e vice-versa no centro de comando das células.

O líder do estudo, o professor Maximiliano D’Angelo, do Sanford Burnham Prebys Medical Discovery Institute em La Jolla, na California, disse: “os poros naturais complexos são as ‘portas’ pelas quais passam e entram todos os materiais em direção ao núcleo das células”.

“Como as células cancerígenas crescem e dividem-se rapidamente têm de criar mais poros complexos”, acrescentou.

“O nosso estudo é o primeiro a demonstrar que ao bloquear a formação dessas ‘portas’ nucleares é possível selecionar e matar as células de cancro”.

Os tumores crescem e disseminam-se pelo corpo – ou metastatizam – devido ao transporte de moléculas através dos poros nucleares.

O estudo, publicado no periódico Cancer Discovery, previne esse processo. A técnica do professor D’Angelo ataca somente as células cancerígenas -, tornando-a segura para os seres humanos.

Ele e uma equipa de investigadores procederam ao transplante de células humanas tumorais em roedores.

Foram utilizadas três tipos diferentes – melanoma, leucemia e cancro do intestino -, conhecidos por serem particularmente dependentes das referidas ‘portas’ de entrada.

No fim da experiência os cientistas detetaram que os tumores haviam diminuído em todos os ratos, e o seu crescimento tinha desacelerado.

Agora que ficou provado que abordagem funciona, os investigadores estão a tentar produzir um fármaco capaz de bloquear os poros nucleares complexos.

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