Cunene necessita de 20 camiões cisternas para mitigar efeitos da seca

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Vinte camiões cisternas, com a capacidade de 22 mil litros de água, são necessários para a distribuição de água potável a 284.780 pessoas afectadas pela seca na província do Cunene.

A informação foi avançada, nesta quarta-feira, pelo vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Salomão Himulova, num encontro da Comissão de Protecção Civil.

Actualmente, a província conta com três camiões cisternas em funcionamento que atende as populações, na distribuição de água potável nos municípios do Curoca, Cuvelai, Cuanhama, Namacunde, Cahama e Ombadja.

Durante o encontro, os participantes aprovaram o projecto do memorando a remeter a Presidência da República e o plano de emergência para atender as comunidades afectadas .

Para mitigar e atender as 284 mil e 780 pessoas e 255 mil e 240 animas diversos sob ameaça da seca no Cunene está em carteira um plano de emergência e contingência de assistência, através da abertura de 35 novos furos de água e do desassoreamento das chimpacas.

Quanto a situação da fome, consta no plano a aquisição de milho nas províncias da Huíla e Huambo, para garantir o stock alimentar, uma vez que se prevê escassez de alimentos nas zonas rurais.

No domínio da agricultura, vai se adquirir sementes de massango de ciclo vegetativo curto na República da Namíbia.

A seca no Cunene é um problema cíclico, cuja solução definitiva passa pela construção de canais abertos junto dos rios que circundam a província, de modo a que as populações nas zonas rurais deixem de depender unicamente das chuvas para a agricultura, consumo humano e para os animais.

Segundo dados do Censo de 2014, no Cunene 68 por cento dos agregados familiares dedicam-se à agricultura e a pecuária.

Fonte: Angop/LD

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