Criança de sete anos livre do HIV e da SIDA

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Numa nota de imprensa a que a ANGOP teve acesso, o Minsa declara “que desde o sétimo mês, e com os resultados negativos em todos os exames realizados em Angola e na África do Sul, podemos afirmar com base em evidências científicas que a criança não tem e não terá VIH ou SIDA como resultado desta exposição”.

O documento explica, que em função das “medidas tomadas e seguimento rigoroso do estado da criança, foi possível nas análises regulares, observar a redução gradual dos anticorpos até a sua eliminação e a confirmação de ausência da carga viral, o que significa que a criança foi exposta, mas não foi infectada”.

Refere também que, durante o acompanhamento da menina, houve interacção com equipas especializadas do Brasil, da Europa e da África do Sul, que corroboraram com a conduta técnica, e que, no segundo mês da situação, a criança foi avaliada na África do Sul, onde também realizou exames, com resultados semelhantes aos de Angola.

Segundo o Minsa, depois da contaminação da criança, uma equipa multidisciplinar, de técnicos do Instituto Nacional de Sangue,Instituto Nacional de Luta contra a SIDA, Hospital David Bernardino e Hospital Josina Machel, avaliou a criança e cerca de 18 horas após a transfusão com sangue contaminado, iniciou  o tratamento preventivo com antirretrovirais, que de acordo com os protocolos internacionais deve ser iniciado até 72 horas após uma exposição ao VIH, para evitar a sua entrada e replicação nas células do sistema imunológico do indivíduo exposto.

Deu a conhecer também que o Hospital Pediátrico David Bernardino garantiu em regime de internamento, a medicação prescrita de forma correcta durante seis semanas e técnicos dos laboratórios do Instituto Nacional de Sangue e Instituto Nacional de Luta contra a SIDA realizaram os exames mensais de serologia e Carga Viral através de Biologia Molecular, que foram essenciais para o seguimento do caso durante sete meses.

No mundo, há, pelo menos, mais dois casos que foram publicados em revistas científicas e que tiveram o mesmo desfecho. O primeiro em 1998, no Brasil, uma mulher adulta negativou na amostra do sétimo mês após transfusão e o segundo, em 2014, na Arábia Saudita, publicado em conjunto com a Universidade de Harvard, uma criança de 12 anos negativou no sexto mês após a exposição.

Fonte: ANGOP/BA

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