Criança com má-formação congénita evacuada para Luanda

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A recém nascida com uma deformação na parede tórax foi evacuada, na quinta-feira, para a clínica Girassol (Luanda) para um acompanhamento mais especializado.

A recém-nascido apresenta abertura profunda do lado do coração e do pulmão. A sua condição, conhecida como “ectopia cordis”, é extremamente rara, constituindo, assim, o primeiro caso de género desde a existência da Maternidade Irene Neto.

Em entrevista à Angop, a directora-geral da Maternidade Irene Neto, Luísa Ferreira, afirmou que a mãe do bebé, de 18 anos, teve um parto normal e nada indicava a génese oposta, situação que surpreendeu a equipa médica em serviço na altura.

Luísa Ferreira referiu que as causas da má-formação de nível externo ainda são desconhecidas, lamentando o facto de a criança poder perder a vida caso não seja submetida a um tratamento médico para reverter a situação a tempo.

“Quando avaliamos o estado da mãe notou-se que não havia nada de anormal e encaminhamo-lá ao sector de neonatologia onde nasceu sem sobressaltos e, o espanto foi de ver o bébé com este problema. Accionamos imediatamente o governo da Huíla e o Ministério da Saúde que responderam automaticamente. Felizmente, a criança já está a ser submetida a uma cirurgia na capital do país”, reforçou.

A Maternidade Irene Neto tem capacidade para 250 camas e emprega 632 trabalhadores, 330 dos quais efectivos. Conta com 52 médicos, 109 enfermeiros e os restantes são do quadro administrativo.

Funciona actualmente numa dependência provisória, composta por salas de parto, banco de urgências, laboratório, hemoterapia, bloco operatório, sala de ecografia, sala de pequenas cirurgias, obstetrícia, casas de banho, área administrativa, dentre outros compartimentos.

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