Covid-19: Quão eficaz deve ser a vacina para cessar a pandemia?

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Um estudo, publicado no American Journal of Preventative Medicine, descobriu, através de uma simulação feita com um computador, que a eficácia de uma vacina contra o novo coronavírus pode ter de ser de 80 por cento para que as pessoas deixem de depender do distanciamento social e do uso de máscaras.

“Se 100 pessoas que não foram expostas ao vírus receberem uma vacina com eficácia de 80 por cento, isso significa que, em média, 80 delas não seriam infetadas“, observou Bruce Y. Lee, professor na Universidade de Nova Iorque e autor principal do estudo, citado pela abc.

Em comparação, a vacina contra o sarampo tem uma eficácia de cerca de 95% a 98%, enquanto a proteção da vacina contra a gripe varia entre 20% e 60%.

Segundo a investigação, se 75% da população for vacinada, a vacina deve ter uma eficácia (capacidade de proteção contra a infeção) de, pelo menos, 70% para prevenir uma epidemia e 80% para extinguir uma epidemia em curso. Se apenas 60% da população for vacinada, a exigência será ainda maior – a vacina terá de ter uma eficácia de cerca de 80% para prevenir uma epidemia e de 100% para extinguir uma epidemia em curso.

“Existe uma pressão para que a vacina seja lançada o mais rapidamente possível para que a vida possa ‘voltar ao normal’. No entanto, temos que definir as expectativas adequadas. Só porque uma vacina é lançada, não significa que possa voltar à vida como ela era antes da pandemia”, acrescenta Bruce Y. Lee.

“É importante lembrar que uma vacina é como muitos outros produtos – o que importa não é apenas que um produto esteja disponível, mas também o quão eficaz ele é”, remata.

Fonte: Lifestyle ao Minuto

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