Covid-19: Lunda Norte prepara regresso de 221 angolanos da RDC

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As autoridades angolanas estão a criar as condições para o regresso de 221 cidadãos angolanos que se encontram ao longo da fronteira entre a província do Kwango, República Democrática do Congo (RDC) e da Lunda Norte (Angola), prevista para o dia 25 do mês em curso.

A RDC já soma mais de três mil casos positivos da covid-19, dois dos quais na província do Kwango, vizinha dos municípios do Cuilo, Caungula e Cuango (Angola).

A informação foi avançada hoje, terça-feira, no Dundo, pelo delegado do Interior na Lunda Norte, Alfredo Quintino “Nilo”, durante a reunião da Comissão Multissectorial de Resposta à Pandemia da Covid-19.

Para o efeito, disse que, recentemente, foi realizado um encontro com as autoridades congolesas para se definir as condições para o repatriamento dos mesmos, acrescentando que a situação está a ser bem estudada para se evitar a infiltração de cidadãos congoleses no grupo.

Os cidadãos em causa residiam nesta província por razões várias e  devido à Covid-19 manifestam a intenção de regressar ao país, mas, por questões de segurança e no âmbito das medidas de prevenção impostas pelos dois governos, aguardam autorização das autoridades dos dois países para o efeito.

Caso seja concretizada a acção, os cidadãos serão colocados em quarentena institucional.

Rastreio

Mil e dez cidadãos com idades acima dos 60 anos de idade, do município de Chitato, Lunda Norte, beneficiaram este mês de um rastreio gratuito, tendo sido diagnosticados com hipertensão arterial, malária e infecções respiratórias agudas.

De acordo com o director do Gabinete Provincial da Saúde, Gimi Nhunga, a campanha, que prossegue no Chitato e Cambulo, envolve 20 profissionais de saúde em diversas áreas.

Regressos às aulas

A província da Lunda tem as condições criadas para o reinício das aulas no II ciclo do ensino secundário, a partir do dia 13 de Julho próximo, assegurou, o director do Gabinete Provincial da Educação, Frederico Barroso, no final da reunião ordinária da Comissão Multissectorial de Resposta à Covid-19.

Disse que grande parte das escolas deste nível de ensino têm água canalizada e nas que não possuem estão a ser instalados recipientes para permitir a higienização das mãos.

Explicou que as aulas serão leccionadas em dois períodos, com 50 por cento do número de alunos/turma, sendo que a carga horária será reduzida para 30 minutos.

A província conta com 15 escolas do II ciclo, entre as quais um Instituto Médio Politécnico, uma escola técnica de saúde, dois magistérios primários.

Angop

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