Covid-19: Girabola2020/21 abre com novas medidas

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Depois de nove meses sem futebol oficial, com estádios “abandonados” e atletas confinados, por causa da Covid-19, Angola assistiu, neste fim-de-semana, ao regresso do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão (Girabola 2020/2021), a ser disputado sob rígidas medidas de biossegurança.

Para defender o bem vida, a Federação Angolana de Futebol (FAF) introduziu inovações na prova, com destaque para a figura do oficial de Covid, cidadão com conhecimento médico encarregue de fazer cumprir, em cada campo/jogo, todo o regulamento sanitário relativo à actividade desportiva.

O mesmo junta-se à equipa de oficiais de uma partida, concretamente juízes (principal e auxiliares), quarto árbitro e comissário ao jogo, cuja actuação pouco ou nada difere das verificadas em competições realizadas pela Confederação Africana de Futebol (CAF), na visão do director do Centro Nacional de Medicina Desportiva, João Mulima.

Este oficial inicia a sua tarefa com dois dias de antecedência, devendo reunir, analisar e certificar, ao órgão reitor da prova, toda a documentação das partes envolvidas, incluindo equipa de arbitragem e membros das delegações dos clubes.

Cabe-lhe ainda verificar as medidas de higiene e biossegurança, desde a presença de túnel de desinfecção, condições de acomodação, água corrente, distanciamento e ventilação nos balneários, para conferir segurança aos intervenientes dos jogos.

Coube ao médico Sezilando Bernardo a proeza de ser o primeiro oficial de Covid, no jogo inaugural do Girabola2020/21, em Benguela, entre a Académica do Lobito e o Sagrada Esperança da Lunda Norte, que terminou empatado a um golo. Em quatro desafios realizados não se registou qualquer anomalia.

Número de elementos e testes por jogo

Entretanto, outras regras de prevenção estão a ser adoptadas pela FAF, num ano atípico em que o desporto, em particular o futebol, foi das últimas actividades a receber “luz verde” do Executivo para o seu normal retorno, tendo em conta os altos riscos de contágio.

A paralisação levou as autoridades sanitárias nacionais, em colaboração com instituições do sector, a repensarem a melhor forma de desenvolver a actividade sem prejuízo para a sociedade, o que possibilitou à FAF o início da sua maior competição.

Por força da pandemia, permitiu-se às equipas inscrever um número considerável de integrantes, até 50 elementos, entre os quais 35 atletas.

Todos são obrigados a fazer dois testes por semana, sendo um no primeiro dia de treino, ou primeiro dia útil da semana a seguir a uma jornada, e outro 72 horas antes do jogo.

Contas rápidas indicam que um clube pode ter de efectuar 100 testes por cada jornada e três mil (3.000) durante as 30 rondas do campeonato, visto serem 16 equipas a defrontarem-se no sistema de todos contra todos a duas voltas.

Caso haja elevado número de testes positivos, o mínimo de atletas que um clube deve ter para jogar é de 15, ou seja, 11 em campo e quatro suplentes.

Tipo de testes

Por questões logísticas e em função da realidade financeira, entendeu-se que, entre os três existentes, os clubes devem realizar o teste rápido/serológico (IGG), de detenção de anti-corpos, cujo resultado obtém-se entre 10 a 15 minutos.

Outro teste serológico intermédio é o denominado Elisa, de qualidade e tempo de resultado superior ao rápido. O exame padrão, RT-PCR (molecular), é exigido, em última instância, diante de um caso/resultado ou reacção adversa.

Local para testagem

Os testes devem ser realizados apenas nas unidades laboratoriais, públicas e privadas, acreditadas pelo Ministério da Saúde (MINSA).

Públicos: Instituto Nacional de Investigação de Saúde (INIS), Instituto Nacional de Luta Contra Sida, hospitais Militar e Américo Boa Vida, Escola Nacional de Saúde Pública e unidade sanitária da Zona Económica Especial (ZEE).

Clínicas privadas: Sagrada Esperança, Cligest, Girassol, Centralab, Luanda Medical Center, Multiperfil e Mediague.

Preços

Nas instituições do Estado o teste rápido custa seis mil kwanzas, o Elisa 20 mil e o RT-PCR Akz 75 mil, enquanto nas privadas os preços variam, sendo o rápido e o Elisa entre, 19, 24 e 40 mil, e o RT-PCR entre 150 e 170 mil kwanzas.

 

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