Covid-19: Desobediência “em alta” nas últimas 24 horas

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O número de pessoas detida por desobedecer as regras de prevenção da disseminação da covid-19 subiu consideravelmente nas últimas 24 horas, passando de mais de 100 para 526 cidadãos, informou hoje o porta-voz das forças da ordem e segurança, Waldemar José.

Falando em conferência de imprensa de actualização dos dados da covid-19, informou que a desobediência subiu de forma assustadora, sendo que os prevaricadores serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a devida responsabilização civil e criminal.

Uma das medidas violadas, sistematicamente, é o confinamento social, pois, segundo o oficial superior, a população rejeita ficar em casa ou sai dela em horas proibidas, o que levou ao julgamento sumário de 18 cidadãos, em Luanda, com penas correccionais convertidas em multas.

A violação da cerca provincial também esteve em evidência, com destaque para apreensão do juiz de direito do Tribunal Provincial do Namíbe, Januário Catengo, e do ex-ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso.

O primeiro (juiz) infiltrou-se num camião de carga com o propósito de viajar ao Namibe, porém foi descoberto e recebeu ordens de retorno a Luanda. Já Frederico Cardoso “furou” a cerca de Luanda e foi “apanhado” em Benguela, tendo sido convidado a regressar.

“Essas práticas de infiltração estão a ser recorrentes e a causar constrangimento no trabalho das nossas forças. A situação é tão preocupante até por envolver figuras com o grau elevado de conhecimento do quão perigoso é a medida”, disse.

Nesse mesmo seguimento do desacato, as forças da ordem apreenderam 314 viaturas, por excesso de lotação, mais 243 em relação as 24 horas anteriores, além de 155 motociclos.

Por violação fronteiriça, foram detidos 212 cidadãos, enquanto no capítulo do contrabando de combustível apreendeu-se 390 mil litros de combustível nas províncias de Zaire e Cabinda.

“Na região entre Huila/Benguela/Huambo diversos cidadãos causaram um alvoroço com pretexto de quererem visitar famílias. Receberam ordens de regresso. A cerca provincial não foi reaberta para esses actos. São para actividades económicas ou outras relevantes”, reiterou o sub-comissário da Polícia Nacional.  

Lamentou que entrar e sair de Luanda virou negócio, pois diversos camiões com autorização para se movimentar, que transportam bens alimentares, foram apreendidos com pessoas infiltradas neles.

As forças de ordem e segurança denunciaram igualmente a emissão de falsas declarações para possibilitar as pessoas passearem, tendo sido detidos os seus proprietários e presentes à PGR.   

Relativamente aos cidadãos que dizem possuir lavras em outras províncias como Bengo e pretender ir a busca de alimentos, uma medida prevista no Decreto Presidencial 120/20, disse que os detentores devem apresentar declarações passadas pelas administrações municipais das regiões em que têm as lavras.

Angop

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