Covid-19: Cidadãos suspeitos obrigados a quarentena coerciva

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Cinco cidadãos suspeitos da covid-19, que não aderiram a testagem voluntária, foram levados coercivamente, nas últimas 24 horas, ao centro de quarentena do Calumbo (Viana), para cumprirem o confinamento institucional obrigatório.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, que falava durante a actualização do quadro epidemiológico do país, os cidadãos em causa só serão liberados depois da obtenção dos resultados dos testes.  

Franco Mufinda assegurou que os últimos resultados dos testes de cidadãos que chegaram ao país nos dias 17, 18, 19 e 21, provenientes de Lisboa e Porto (Portugal), serão conhecidos está terça-feira (05).  

Até ao momento, adiantou, já foram processadas mais de 700 amostras desses cidadãos, das quais uma foi positiva (caso 31 do bairro Hoji-ya-Henda, Cazenga).  

Por outro lado, fez saber que 140 membros da Comissão Multissetorial para contenção da propagação da covid-19 em Angola, entre ministros de Estado, ministros, secretários de Estado e pessoal de apoio, foram testados, todos com resultados negativos.  

A acção, que visa aferir a situação epidemiológica real do país, enquadra-se na intensificação da testagem de pessoas expostas e grupos de risco, actividade que será contínua e extensiva para as famílias, com maior foco para os contactos dos contactos.

Desde Março último, mês em que Angola começou a testagem da covid-19 interna, os dois laboratórios existentes em Luanda receberam um total de três mil e 958 amostras, das quais três mil e 70 testaram negativas, 35 positivas e 853 estão em processamento laboratorial.  

De acordo com Franco Mufinda, o país tem 944 pessoas em quarentena institucional, enquanto os casos suspeitos cifram-se em 413.  

Além desses casos, apontou ainda o registo de 970 contactos directos e ocasionais que estão a ser seguidos pelas autoridades sanitárias.  

Para conter a propagação da pandemia, Angola observa, desde à 00h00 do dia 26 de Abril último, o terceiro período do Estado de Emergência, a vigorar até às 23h59 do dia 10 de Maio, cumprindo-se 45 dias consecutivos de isolamento social.  

Esta é a segunda prorrogação, de 15 dias, do regime excepcional, desta vez com um aligeirar das medidas.  

O Estado de Emergência foi decretado a 25 de Março pelo Presidente da República, João Lourenço, após parecer favorável da Assembleia Nacional, e vigorou de 27 de Março a 10 de Abril, tendo sido prorrogado para o período de 11 a 25 de Abril.

Angop

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