Corrida a Tóquio’2020 arranca hoje em Dakar

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Angola inicia hoje a partir das 17h00, a corrida para os Jogos Olímpicos Tóquio’2020, quando defrontar os Camarões, em partida referente à primeira jornada do Torneio Pré-Olímpico de andebol feminino, que se disputa até domingo na Arena Dakar, Senegal.

A Selecção Nacional ambiciona assegurar presença, pela sétima vez consecutiva, na maior montra desportiva planetária. O objectivo previamente traçado exige de Morten Soubak e orientadas determinação e esforço redobrado, de modo a ocuparem a única vaga africana.

Numa reedição da final dos 12º Jogos Africanos de Rabat, onde as Pérolas venceram, por 28-25, com o parcial de 15-10, ao intervalo, o desafio entre angolanas e camaronesas antevê-se renhido e de prognóstico reservado.

Com foco na qualificação, as campeãs africanas apostam na coesão defensiva, aliada ao ataque organizado para fazer frente às adversárias. A julgar pela preparação efectuada em Luanda, o grupo deve optar no sistema defensivo 5-1 pressionante, a fim de frustrar os intentos das opositoras.

A exploração dos passes de curta e longa distância, a par da melhor circulação da bola, sem precipitar o ataque é o recomendável para as comandadas de Soubak. Ciente de que é o alvo a abater, o “sete” nacional precisa de estar concentrado nos distintos períodos de jogo, e assim impedir que o nervosismo leve a melhor.

Teresa Almeida “Ba”(guarda-redes), Albertina Kassoma (pivô), Iracelma da Silva (ponta direita), Janeth Santos (ponta esquerda), Magda Cazanga (lateral esquerda), Aznaide Carlos (lateral direita), Isabel Guialo “Belinha” (central) podem integrar o “sete” inicial.

O combinado camaronês, cujos feitos nunca lhe permitiram integrar o grupo selecto de 12 selecções que disputam os Jogos, encara a partida como “acerto de contas”, após falharem a medalha de ouro em Rabat. Caso pretendam somar pontos, as camaronesas às ordens de Serge Guebogo precisam de apresentar-se ao mais alto nível.

Além das qualidades técnicas e tácticas, o potencial físico é outro trunfo da selecção oeste africana, utilizado para intimidar as oponentes. Enveredar pelo jogo agressivo pode ter o efeito indesejado, por conta das expulsões por dois minutos, e consequentemente jogar em inferioridade numérica.

Com um conjunto renovado, Serge Guebogo pode apostar no seguinte “sete” inicial: Bediang Mben, Mdibe Djiepmou, Biolo Touba, Jacky Baniomo, Claudia Eyenga, Pokop Nyamsi e Kamga Maffo.

Na outra partida, às……. o Senegal joga frente ao Congo Democrático. Senegalesas e congolesas repartem favoritismo, apesar de ligeira vantagem das anfitriãs, pelo facto de jogarem diante dos adeptos e contarem com atletas que militam na Liga francesa.

Nas meias-finais do Campeonato Africano de 2018, Senegal venceu Congo Democrático, por 22-21, com o parcial de 11-9 ao intervalo. Fredric Bougeant e pupilas querem fazer história em casa. Depois de falhar o título continental no Congo, dentro de portas, o grupo almeja carimbar o passe para Tóquio’2020, facto reforçado com a naturalização de duas jogadoras gaulesas.

Assia Germain (guarda-redes), Ndiaye Hawa ( pivô) Awa Diop e Niacalin Kante (pontas), Amina Sankhare e Hadja Cisse (laterais) Nimetigna Keita (central) podem integrar a equipa inicial. As congolesas desembarcaram em Dakar decididas em frustrar os objectivos do conjunto senegalês. Por essa razão, precisam de estar à altura das encomendas. A lateral Christiane Mwasessa é o principal esteio, e tem a missão de motivar o grupo.

Fonte: JA/BA

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