Conheça os seis tipos de sintomatologia da Covid- 19 recentemente descobertos

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Outro estudo recente que contribui para ajudar a distinguir a possível gravidade da Covid-19, da autoria de investigadores do King”s College de Londres, chegou à conclusão de que há essencialmente seis tipos de sintomatologia da doença, dos quais três têm potencial para maior gravidade na evolução da doença.

“Os nossos resultados têm implicações importantes para a monitorização dos doentes mais vulneráveis a uma infecção grave”, explicou Claire Steves, uma das investigadoras da equipa, citada num comunicado da sua universidade.

“Se se puder prever logo ao quinto dia quais são essas pessoas, é possível fazer uma intervenção médica atempada, com a avaliação do oxigénio no sangue e os níveis de açúcar, e garantir a sua hidratação, tudo acções que podem ser feitas em casa, para evitar hospitalizações desnecessárias e ajudar a salvar vidas”, sublinhou a investigadora.

Os seis tipos de sintomatologia identificados pela equipa britânica são os seguintes:
1- Sintomas gripais, sem febre, que incluem dores-de- cabeça, perda de olfato, tosse, garganta inflamada e dores no peito.
2- Sintomas gripais com febre, que inclui todos os anteriores e ainda a perda de apetite.
3- De tipo gastrointestinal: além de todos os sintomas anteriores, à excepção da febre, inclui diarreia.
4- Grave de primeiro nível, que inclui todos os sintomas anteriores e ainda febre e fadiga.
5- Grave de nível dois, que apresenta todos os sintomas anteriores, acrescido de estados confusão, rouquidão e dores musculares.
6- Gravidade três, inclui toda a sintomatologia anterior e também problemas gastrointestinais, com diarreia, dores abdominais e ainda falta de ar.
Os investigadores descobriram que apenas 1,5 por cento do primeiro grupo, 4,4 por cento do segundo e 3,3 por cento do terceiro evoluíram para uma situação em que necessitaram de respiração assistida.

Já nos três últimos grupos, essas percentagens aumentaram para 8,9; 9,9 e 19,8 respectivamente. Além disso, metade dos doentes do último grupo, que tinham em geral mais idade, outros problemas de saúde associados, ou obesidade, foram assistidas no hospital.
Para a coordenadora do estudo, Carole Sudre, os resultados mostram sobretudo “a importância de monitorizar os sintomas ao longo do tempo, para uma melhor previsão do risco para cada doente e uma adequada adaptação terapêutica”.

TPA com JA/LD

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