Conferência traz à discussão impacto das hidroeléctricas

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O impacto económico, ecológico e social das barragens hidroeléctricas vai estar no centro de uma conferência que acontece no sábado, em Luanda, no Cinfotec de Talatona.

O evento, que decorre sob o lema “Barragens, aspectos ecológicos, económicos e sociais”, tem como oradores João Seródio e Arlindo Carlos, dois académicos com sólidos conhecimentos na matéria, que vão falar, entre outros aspectos, do processo de construção de uma barragem, aspectos de segurança, possíveis impactos ecológicos e sociais.
“Julgamos ser relevante a abordagem do presente tema, tendo em conta os exemplos de ocorrências danosas em países como, por exemplo, o Brasil, que tem empresas a operar em Angola nesse sector”, lê-se no comunicado da Soalemag, Lda, a promotora da iniciativa.
A relevância do tema, refere o documento, é justificada pela falta de informação concreta, tendo em conta a correlação “inversa” existente entre o volume de investimentos que o Executivo tem feito no sector e a capacidade real de produção que as nossas barragens vão disponibilizando.
Em Angola, o órgão responsável pela gestão das barragens é a PRODEL, empresa pública tutelada pelo Ministério da Energia e Águas.
As principais barragens hidroeléctricas existentes em Angola são Capanda, Cambambe, Mabubas, Luquixe, Laúca, Biópio, Lomaum, Gove, Matala, Luachimo e Tchiumbwe.
A barragem hidroeléctrica do Luachimo está em fase de modernização e ampliação, o que implica o incremento da capacidade instalada.
Ao longo da Bacia do Cuanza está prevista a construção de mais três barragens. Neste momento, está em curso a construção do aproveitamento hidroeléctrico de Caculo Cabaça, que será o maior empreendimento do país, com 2100 MW.

Fonte: JA/JS

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