Como se chega a noiva de um jihadista? Elas contam

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Uma jovem alemã que fugiu de casa para se juntar ao autoproclamado Estado Islâmico  foi resgatada no Iraque. Terá sido encontrada num túnel na companhia de outras mulheres que vestiam cintos de explosivos e tinham armas na sua posse.

Casos como o de Linda Wenzel, de 16 anos, não faltam. São muitas as adolescentes mulheres que optam por sair dos seus países para casar com jihadistas, radicalizadas através da internet e atraídas por promessas de uma vida de luxo.

A CNN conta esta semana a história de cinco ex-mulheres ou viúvas de radicalistas islâmicos, entrevistadas na prisão de Ain Issa. Todas dizem ter ficado chocadas ao perceber, já tarde demais, o que o ISIS tinha destinado para elas.

Para escapar às forças curdas, a francesa Saida fugiu de Raqqa a pé com o filho de 14 meses e o marido, Yassine, que acabou por morrer na viagem.

Conta que quando chegou à cidade síria foi instalada numa “madafa”, uma espécie de dormitório para mulheres. São ai escolhidas pelos homens com uma espécie de curriculo. Escrevem o seu nome, idade e descrevem a sua personalidade. “Depois falam durante 15 ou 20 minutos e é um sim ou não. Se ambos concordarem casam-se. É muito rápido”, descreve.

May, uma professora de inglês síria, apaixonou-se por Bilal, detido noutro complexo, que descreve como um homem bom, pacifista e que não queria lutar.

Para as europeias é pior, diz. Sentem-se atraídas por homens armados, “como nos filmes”, e divorciam-se muitas vezes. Uma mulher divorciou-se seis vezes antes de o tribunal do califado a ameaçar com castigo por chicote ou prisão.

As irmãs Rahma, Fina e Noor, indonésias, dizem ter ficado “desapontadas” ao descobrir que os jihadias não eram os “muçulmanos puros” que esperavam encontrar. “O que eles querem é só mulheres e sexo. É nojento”, comentou Rahma.

 

Fonte: msn notícias/BA

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