Como a alimentação deve mudar depois dos 40

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A idade é muito mais do que um número, é um marco na vida humana que pede mudanças e novas rotinas, que pede novos cuidados e novas prioridades. É com o avançar da idade que o organismo vai perdendo força e, por isso, merece uma especial atenção.

No caso das mulheres, destaca a Prevention, é a partir dos 40 que o corpo começa a dar os primeiros sinais de fraqueza, sinais esses que espelham a necessidade de uma nova alimentação, mais consciente, saudável e capaz de satisfazer todas as necessidades da idade. Nunca a nutrição feminina foi tão importante.

A menopausa, por exemplo, é um dos momentos em que a mulher deve cuidar mais de si. Esta fase é caraterizada por oscilações de humor, sentimentos à flor da pele, calor, noites mal dormidas e dores articulares, consequências que podem ser atenuadas com a alimentação que, como em qualquer outra fase da vida, tem um papel fundamental no reforço do sistema imunitário.

Para a nutricionista Rebecca Scritchfield, reforçar os níveis de cálcio é um dos aspetos mais importantes nesta fase da vida, devendo-se apostar em alimentos como os cereais fortificados, o espinafre, a couve kale ou os lacticínios. O importante, diz a especialista, é incluir fontes de cálcio em três refeições diárias.

Por ter um papel determinante na saúde e construção do músculo – que perde força à medida que envelhecemos – também a proteína é um nutriente a ter em conta. Esta fonte de energia deve constar em quase todas as refeições feitas por dia e deve ser maioritariamente magra, podendo as proteínas vegetais ser a escolha mais acertada (especialmente se o objetivo é não ganhar peso). A quinoa é também uma ótima opção, visto que é usada como substituto dos hidratos de carbono – apontados esta semana como potenciais causadores de morte. Já a soja – que é rica em estrogénio, hormona que a mulher vai perdendo com o tempo – é uma outra fonte de proteína a incluir na alimentação diária. Se a entrada nos 40 é sinónimo de mudança e a mulher traça como objetivo comer mais alimentos de origem vegetal, eis todos os truques a ter em conta.

Ingerir duas vezes por semana óleo de peixe ou peixes gordos (fontes de ácidos gordos ómega 3) é igualmente importante nesta fase da vida, especialmente para prevenir o declínio cognitivo e todos os problemas relacionados com a saúde mental.

Reduzir o consumo de sal (que promove o aparecimento de doenças cardiovasculares e ainda um maior ganho de peso) e reforçar o consumo de vegetais de folha verde são outras apostas certeiras para uma vida mais saudável depois dos 40, assim como comer mais gorduras saudáveis, como o abacate, o azeite e os frutos secos.

Mas não é apenas aquilo que se come que faz diferença nesta altura da vida, quando o fazemos é igualmente importante, sendo recomendado fazer as refeições o mais cedo possível, de forma a evitar problemas digestivos ou uma má qualidade de sono.

Fonte: LIfestyle ao minuto/BA

 

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