Combate à seca no país exige mobilização de mais recursos

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O secretario de Estado do Interior para o Asseguramento Técnico reconheceu ontem, em Luanda, que a intervenção dos serviços de resposta e recuperação de calamidades e desastres não têm sido oportuna e suficiente, em termos de prestação de trabalhos básicos e de socorro, por insuficiência de meios essenciais.

Salvador Rodrigues, que falava na abertura da reunião com representantes de instituições sobre o quadro de recuperação pós-seca em Angola, disse que é importante que a Protecção Civil se preocupe e se debruce sobre o assunto, de modo a que se mobilizem, atempadamente, meios para o atendimento aos necessitados.

Quanto aos meios de apoio, o secretário de Estado considerou fundamental que haja disponibilização de recursos por parte do Ministério das Finanças, para a implementação de acções imediatas de resposta humanitária e reposição das condições básicas de vida.
Ressaltou a degradante situação social em que se encontram as populações afectadas, quer pelo flagelo da seca, quer pelas chuvas, referindo que isso deve-se à falta de stocks suficientes de meios e de bens para atenuar o sofrimento.
“Os problemas causados pelas fortes chuvas, que nos últimos dias se tem caracterizado pela ocorrência de cargas in-tensas, acompanhadas de vento, têm provocado a perda de vidas humanas, inundações, destruição de habitações, entre outros males”, disse o secretário de Estado.
Salvador Rodrigues la-mentou o facto da instabilidade entre as populações, sobretudo as das províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Cabinda e Uíge. O secretário de Estado reconheceu que o quadro de recuperação à seca prevê acções estruturantes por sector, como agricultura e segurança alimentar, nutrição, águas, saneamento básico, higiene, educação, ambiente e comércio.
A província do Cunene tem sido afectada por longos períodos de seca que tem afectado não só a população mas também o gado, sobretudo bovino.
Para acudir à situação, o Governo aprovou a disponibilização de 200 milhões de dólares, que se destinam à execução de projectos de construção de barragens de retenção de água de rios e instalação de meios para distribuir pelas diferentes áreas afectadas pela seca.
Para o secretário de Estado, estes e outros factores criam graves constrangimentos em sede de adopção e execução de programas de emergências que devem merecer tratamento oportuno para acudir asituações que afectam populações em zonas desfavoráveis, por consequência das alterações climáticas. Apelou ao contributo de todos para que o quadro de recuperação pós-seca seja aprovado o mais depressa possível, referindo que “tal instrumento vai proporcionar condições para mobilizar os recursos necessários para a implementação de acções para mitigar a dramática situação que se vive”.

TPA com Angop/LD

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